segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Quando os homens são Bebês

Não, eu não vou ligar pra você, por mais que te queira. Também não vou parar a minha vida porque você não consegue abrir as cortinas. Livre-se de seus demônios sozinho, aproveite e leve junto os velhos fantasmas pra lata de lixo. Todos aqueles que deixam recados em orkuts, fotologs, blogs, merdologs, bostologs, que fazem minha expressão cada vez mais atônita e minha paciência cada vez mais curta. Não, eu não vou te empurrar no mar. Caia sozinho que te ensino a nadar. Mas o primeiro passo é teu. Se você precia de três dias pra dormir, tudo bem, mas não espere me encontrar quando acordar. O dia é muito curto e eu tenho muitas coisas pra fazer. Também não espere que eu morra de ciúme. Te adoro demais pra isso. De mim você não vai ouvir gritos, nem escândalos, nem brigas pelo celular. O meu gostar se manifesta de outras formas. Bem mais gostoso... mas isso eu sei que você, esperto, já sabe. Eu vou ficar ali parada, pra você não me perder de vista, e saber exatamente onde estou, enquanto seu show durar, mas depois sai da frente porque com tantas cervejas a vontade de fazer xixi vai ser grande. E eu vou estar ali, ao alcance dos seus braços gigantes, do seu abraço aconchegante, dos seus beijos gostosos, do seu olhar intenso e da sua alma doce, afinal, só os cariocas beijam bem, não é? E quando precisar conversar sobre coisas da vida, eu estou aqui, e quando quiser deitar na cama e falar bobagens, e jogar conversa fora, e traçar planos mirabolantes pro futuro, ou rir alto por qualquer besteira, eu também estou aqui. E quando meu cão quiser ir na rua, a gente leva ele de mãos dadas, mas volta logo, porque ficar só com você me dá uma saudaaade... eu estou aqui, assistindo seus passos, como num filme. E você tem todo o tempo do mundo pra perceber o que há pra ser percebido, concluir e agir. Você tem todo o tempo do mundo, só não demora muito. O tempo que você tem pra voltar, é exatamente o mesmo que eu tenho pra te esquecer.

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