Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2006.
Há um lugarzinho entre o tempo e o espaço, como se fosse uma fresta bem estreita, que só pode ser avistada poucas vezes ao longo da vida. É um lugar secreto e muito calmo, ao contrário do que se diz por aí. Lá são depositados todos os tipos de corações em frangalhos: despedaçados, endurecidos, adormecidos ou simplesmente corroídos pela maresia,
Há quem passe a vida inteira procurando por esse lugarzinho. Há quem passe a vida só ansiando... também há quem prefira que ele não exista, a despeito da sua boa reputação: nem sempre o descanso descansa corações confrangidos. A tormenta, quando se instala, revolve eternamente, mantendo vivos sentimentos de procedência duvidosa, mas mantendo alguma coisa viva, pelo menos. Diferente da paz e do silêncio, diplomáticos demais para invadir as lacunas e se impor da forma que a tormenta faz.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um.
Existe o momento certo para alcançá-lo. Mas ele sempre passa correndo, super apressado, atrasado para o chá. E se o momento certo passa por você meu querido, ele não volta mais. nunca mais.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um, mas reconhecido por quase ninguém.
Lola
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário