Sentada bem na minha frente, olhando direto pros meus olhos e, desta vez, diferente de como ela costuma jogar suas conclusões sábias a meu respeito, disse: o que você me diria se eu te dissesse que essa adrenalina te seduz, e muito?
Caminhei por Ipanema sem conseguir parar de pensar no que a analista havia dito. Voltei andando pra casa, observando pessoas felizes e saudáveis correndo na Lagoa, morrendo de inveja, porque, pra elas, a felicidade e a plenitude parecem ser bastante mais alcançáveis do que pra mim.
Passei um natal diferente. Seria o primeiro ano que teria que me virar pra ter o que fazer. Antes estava facilmente abrigada na família de um ex. As noites do dia 24 transcorriam como num comercial de margarina: muita comida, bebida, harmonia fabricada e felicidade imposta por Papai Noel. Muito fácil e sem desafios.
Com o maior medo do mundo iluminado em vermelho e branco, fugimos, uma amiga e eu, pra Buenos Aires, fingir que esta data simplesmente não nos incomoda. E o fato de acharmos tudo a maior babaquice, também não parecer ser tão importante e anti-alguma-coisa. Decisão muito bem tomada. Pela primeira vez, em muito tempo, me senti em casa dentro do meu próprio corpo. Me senti um caramujo que carrega suas malas, objetos pessoais e coração pra onde quer que vá. Sentir-se em casa em qualquer lugar não é tarefa fácil de alcançar, pelo menos não pra mim. Por alguns dias tive a sensação que não precisava de mais ninguém, que era dona da minha vida, que estava completa e os sentimentos avassaladores que fazem uma tempestade em minha mente estavam sob controle. Se viessem, seriam tranquilamente transformados em algo positivo. Primeira lição que se aprende com a professora analista.
Será preciso ir embora de sua casa física pra sermos pessoas mais serenas? Qual é a transformação positiva que a distância promove na química do seu cérebro, sempre tão ocupado apagando incêndios que hormônios enlouquecidos resolveram começar, just for fun?
Senti muita saudade de pessoas que compõem os tijolinhos do meu coração. Mas essa saudade não doía, não era corrosiva, não acabava com a minha pouca serotonina. Era só saudade, vontade de ver, de estar junto, de compartilhar experiências positivas.
O vício em tempestades estava momentaneamente curado, até que voltamos. E a saudade me fez tentar consertar algo que talvez nem tenha mais conserto. Mas sabe, no fundo eu sou uma esperançosa, e acho que cada minuto é diferente do outro. Que cada dia é um outro dia, e que palavras são mal interpretadas, e que gestos são mal compreendidos, e que não somos estáticos. Estamos todos os dias aprendendo, evoluindo, mudando. E que podemos ser pessoas melhores, se quisermos. E que não há porque mascarar sentimentos, e dizer que se é indiferente quando na verdade, estamos é profundamente magoados. E não podemos achar que o outro compreenderá suas atitudes mesquinhas e egoístas, muito menos a sua tpm, só porque gosta de você, e que se aproveitar desses bons sentimentos para extravasar a SUA raiva e os SEUS problemas não é legal. Não é legal.
Todos esses pensamentos me povoam desde o dia em que a pessoa contratada pra arrumar a bagunça da minha cabeça soltou uma bomba chamada “adrenalina” em cima de mim. Mas acho que só ficaram claros realmente em dois telefonemas e algumas verdades doloridas que me foram ditas. E essa pessoa, que tanto provoca o meu gostar, e me faz sentir sensações boas e também tempestades, e parece não acreditar que eu me importo, e gosto, e sinto saudade ( esta sim, a do tipo que dói pela ausência), essa pessoa tão quentinha por dentro, acabou me ajudando a compreender algumas coisas sobre mim. E por causa dela, e só dela, que compreendi a dinâmica que o vício em adrenalina provoca.
Como sou uma eterna esperançosa, torço pra tudo ficar bem. E continuo achando ser possível consertar a parte que quebrou. Afinal, todo brinquedo, um dia, dá defeito. Não é?
domingo, 30 de dezembro de 2007
sábado, 29 de dezembro de 2007
(parênteses entre um telefonema e outro)
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Ainda o bendito Natal...
Fica difícil falar algo útil as duas da madugada depois de passar o dia inteiro enfiada em aviões e aeroportos. A Lei de Murphy é mesmo terrível. Pagamos um pouco mais caro para ter o luxo de ir e vir sem escalas, vôo direto. Porra, bem nesse dia dá uma zica e todos os horários atrasam. Daria no mesmo fazer aquela temida escala em São Paulo, que sempre demora e é um saco. Você já está no Brasil mas ainda falta muito pra chegar em casa. E com o agravante do sotaque paulistês, ô meu! Bom, aqui estamos e por vós esperamos. Foram 5 dias intensos em Buenos, logo ali, baratinho, viagem rápida mas que dá um descanso na mente.... ô! Depois faço um textinho com dicas valiosas. Agora tô com um puta sono, mas algo me mantém desperta. Mal cheguei e o celular começa a apitar, mil e quinhentas mensagens e ligações. Uma é a mais importante: meu irmão que ficou tomando conta do meu cachorro! Como minha família é freak, comemoram o Natal dia 27. Eu tentei fugir, não queria me alistar.... não consegui. Fui querer saber do cão e fui intimada à passar no Natal fora de hora da Gávea. Bombando, cara!! Pelo menos comi bem, distribuí uns alfajores, doces de leite e fiz meu papel de boa sobrinha. No dia no Natal mesmo, dia 24, eu e minha amiga tanbém fujona de compromissos familiares ( a gente trabalha tanto pra fugir, confessa vai! Pode ser casamento, Natal aniversário, dizer que não pode ir porque está trabalhando é sempre uma desculpa digna e ninguém te enche o saco insistindo) Enfim, fomos numa ceia num restaurante mexicano. Várias tequilas depois acabamos num bar mucho loco na Gorriti, ruazinha from hell de Palermo Soho! Mas já estoi dando dicas, não foi pra isso que entrei aqui.... na real, nem tenho cérebro inteligente pra falar nada. É que por mais anti-tudo que você queira parecer, por mais que viajar seja divertido, voltar pra casa também é bom pra caralho!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
"Há sofrimentos inúteis, gratuitos e imaginários".
Depois de uma longa conversa com uma amiga que estava passando por uma crise no namoro, fiquei me perguntando o que diabos se passa na cabeça de quem concorda em viver um relacionamento caótico. Minha amiga disse que "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Como eu nunca tive saco pra ter um relacionamento sério na vida, encolhi os ombros, meio que concordando com ela. Nunca passei pela experiência, então não ia cair na besteira de contestar o argumento.
Mas aí me pego pensando no "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Peraí, "quando você gosta mesmo" do que? Do cara ou do sofrimento? Não adianta, não acredito que o amor carnal possa ser incondicional. Acredito que, em todos os momentos da vida, existe um momento no qual a vontade de continuar se fortalece ou se esvai. Então se você coloca um verbo tão forte como "escapar" em uma sentença, minha cara, é porque a vontade de descontinuar a situação tá bem grande. Quem quer escapar não "gosta mesmo" nem do cara, nem do sofrimento.
Vejo as pessoas com tanto medo do mundo, depositando tantas esperanças umas nas outras, agarrando-se umas as outras com tanto afinco que me dá nervoso! Meu Deus do céu, por que elas não se contentam apenas em se encontrar? Como disse antes, não tenho respaldo para opinar sobre o amor, mas sobre "o encontro" eu tenho sim! Ele me aconteceu, uma vez nesta vida, há muitos anos. "O encontro" consiste em conhecer alguém que faça você se sentir em casa. Aí, no dia seguinte, você faz a ligação e encontra a pessoa pela segunda vez. Não existe receio porque, oras, você está em casa. Dali por diante, tudo acontece como deveria. Sem joguinhos. Sem drama. Porque quem gosta mesmo não tem medo: mergulha de cabeça no mar sem molhar os pulsos e que se dane o choque térmico!
Por isso eu só acredito mesmo no amor que sabe dar espaço pro outro. Que não faz cobranças. Que se orgulha das conquistas do outro e não tem medo de deixá-lo alçar vôos ainda maiores. Que sente um ciuminho, bem lá no fundo, mas no final acaba rindo de tudo. E se por um acaso houver alguma dúvida ou problema, ele vai se resguardar em um lugar especial, longe dos conflitos, das maledicências e das desconfianças pra não morrer aos pouquinhos. Porque esse amor atende pelo nome completo de Amor Próprio. É dele que vem todas as coisas bonitas que podem acontecer entre duas pessoas.
Quanto ao meu "encontro", o de anos atrás, bem, isso é história para outro dia.
Lola.
Mas aí me pego pensando no "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Peraí, "quando você gosta mesmo" do que? Do cara ou do sofrimento? Não adianta, não acredito que o amor carnal possa ser incondicional. Acredito que, em todos os momentos da vida, existe um momento no qual a vontade de continuar se fortalece ou se esvai. Então se você coloca um verbo tão forte como "escapar" em uma sentença, minha cara, é porque a vontade de descontinuar a situação tá bem grande. Quem quer escapar não "gosta mesmo" nem do cara, nem do sofrimento.
Vejo as pessoas com tanto medo do mundo, depositando tantas esperanças umas nas outras, agarrando-se umas as outras com tanto afinco que me dá nervoso! Meu Deus do céu, por que elas não se contentam apenas em se encontrar? Como disse antes, não tenho respaldo para opinar sobre o amor, mas sobre "o encontro" eu tenho sim! Ele me aconteceu, uma vez nesta vida, há muitos anos. "O encontro" consiste em conhecer alguém que faça você se sentir em casa. Aí, no dia seguinte, você faz a ligação e encontra a pessoa pela segunda vez. Não existe receio porque, oras, você está em casa. Dali por diante, tudo acontece como deveria. Sem joguinhos. Sem drama. Porque quem gosta mesmo não tem medo: mergulha de cabeça no mar sem molhar os pulsos e que se dane o choque térmico!
Por isso eu só acredito mesmo no amor que sabe dar espaço pro outro. Que não faz cobranças. Que se orgulha das conquistas do outro e não tem medo de deixá-lo alçar vôos ainda maiores. Que sente um ciuminho, bem lá no fundo, mas no final acaba rindo de tudo. E se por um acaso houver alguma dúvida ou problema, ele vai se resguardar em um lugar especial, longe dos conflitos, das maledicências e das desconfianças pra não morrer aos pouquinhos. Porque esse amor atende pelo nome completo de Amor Próprio. É dele que vem todas as coisas bonitas que podem acontecer entre duas pessoas.
Quanto ao meu "encontro", o de anos atrás, bem, isso é história para outro dia.
Lola.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Jingle Bells.

Então, é Natal ... (ao fundo, toca aquela música breguíssima na voz de Simone), mas pra mim é quase impossível conseguir entrar nesse clima. Eu entrava por causa dos meus primos, sobrinhos e irmão pequenos, mas agora que eles estão longe, não faz mais diferença. As melhores lembranças que eu tenho da infância aconteceram no Natal, e eu tenho certeza de que consegui dar um pouquinho disso pra eles. Pelo menos fiz alguma coisa que preste antes de sair de casa.
Minhas festas de fim de ano não são as mesmas desde que o meu irmão mais velho pulou da janela do quarto. A gente morava no 9º andar. Apartamento 905. O Pequeno sempre foi uma pessoa muito tímida, mas sempre muito receptivo, companheiro. Tinha poucos amigos, mas bons, e várias fãs, já que sua beleza e seu 1m90 de altura sempre chamaram atenção. O "pequeno", além de ser uma brincadeira com a altura do Eduardo, também é o nosso sobrenome. Enfim.
O Dudu não pulou da janela no Natal, mas o aniversário dele é no dia 25. MInha mãe sempre contava que ele não a deixou terminar a ceia, nem brincar de amigo oculto, e acabou chegando ao mundo exatamente à meia noite. Por isso o Natal era tão especial pra minha família. A gente cantava parabéns pro Du, trocava presentes, bebia muito vinho e ficava acordado papeando até amanhecer.
Os Natais que seguiram a morte do Eduardo foram um desastre. À meia noite, minha mãe desabou a chorar, e o meu pai, depois de beber além da conta, começou a xingar todo mundo, principalmente Deus; chutou o presépio e terminou vomitando debaixo da mesa. O do outro ano foi inexistente, meus tios ficaram traumatizados com o comportamento dos meus pais e enviaram os presentes pelo correio. Ninguém soube lidar direito com a mãe e o pai. Souberam muito bem dar as condolências no enterro, aparecer por lá vestindo preto, usando óculos escuros, fazendo cena. Na hora do vamos ver, de dar o ombro pra chorar mesmo, ninguém teve coragem. Quando o estado emocional dos meus pais entrou na fase mais deplorável, os parentes não conseguiram repetir com êxito a representação que fizeram no funeral do meu irmão. Tem gente que é assim mesmo: quando dá de cara com uma pessoa com uma história de vida mais trágica que a dela, acabam se acovardando, se encolhendo. O que é o drama senão um apelo desesperado por atenção? Tem gente que não gosta de dividir os holofotes. Não passam de um bando de figurantes.
Adivinha quem segurou as pontas e aguentou a merda toda?Bom, meu irmão caçula tinha 8 anos na época, precisei dar conta de todos os compromissos do hermanito porque minha mãe se entupia de calmantes e dormia. Meu pai se entupia de calmantes, whisky e dormia. O Martin e eu vivíamos em uma casa de zumbis. Meus pais ficavam sedados não só por causa do Dudu, mas pra não lidar comigo. Acontece que eu tive uma briga com o mano no dia em que ele se jogou. Tudo bem, não foi uma BRIGA de verdade. Meu mousepad com descanso pro pulso sumiu, e eu sabia que ele sempre tomava emprestado sem pedir. Insisti pra ele me devolver. Ele disse que tinha perdido. Eu não acreditei. Só isso. A mãe achava que o Eduardo estava passando por algum problema sério e não queria nos contar, e o fato de eu ter brigado com ele trouxe sua angústia à tona.
- Não estou dizendo que a culpa é sua, minha filha... mas infelizmente o que você fez, mesmo sem querer, levou o seu irmão a se jogar. Vamos aprender a conviver com isso, de uma vez por todas? - e engolia outro comprimido.
Conclusão: não gosto do Natal porque me lembra o dia em que matei o meu irmão por causa de um mousepad. Pelo menos não era um mousepad qualquer, não é mesmo? Era um com descanso pro pulso. Eu tenho tendinite, sabe? Mas não deveria ter agido de maneira tão egoísta com uma pessoa que estava passando por problemas. Não, claro que não! Deveria ter puxado O Du num canto e perguntado: "irmãozinho, você roubou um objeto meu porque está passando por problemas? Porque não me conta? Vamos conversar!". Palhaçada! Não tenho remorso algum. Quando chega o Natal, fico com raiva das coisas que passei por causa dessa bigorna de culpa que colocaram nas minhas costas. Tenho ódio do meu irmão, que sempre foi o queridinho da família e deixou claro que eu sou a ovelha negra até na hora de morrer.
O pior de tudo é que depois de um tempo, tirando a poeira do armário do Pequeno, achei o maldito mousepad escondido no fundo da gaveta de cuecas. Que filho da puta...
Lola.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
TURN ME ON
So for the moment while we are jamming at this party, you're winning hard on me, pushing everything .. . Right back on top of me, but if you think you're gonna get away from me, you better change your mind
Cause you're going home. You're going home with me tonight.
So let me hold you
Come caress my body
You got me going crazy
Turn me on!!
Ooh yeah, let me jam you
I say: wine all around me '
Cause you got me going,crazy
Turn me on..
One hand just on the ground, my bumper cock is sky high
Wining hard on me, you got this python
Hollerin' for mercy and then he whisper in my ear ''Wine harder''
And then I said to him
''Boy just push that thing! Push it harder back on me!''
So for the moment while we are jamming at this party
You're wining hard on me. Pushing everything... Right back on top of me ..
And if you think you're gonna get away from me, you better change your mind cause you're coming home, you're coming home with me tonight!!
Cause you're going home. You're going home with me tonight.
So let me hold you
Come caress my body
You got me going crazy
Turn me on!!
Ooh yeah, let me jam you
I say: wine all around me '
Cause you got me going,crazy
Turn me on..
One hand just on the ground, my bumper cock is sky high
Wining hard on me, you got this python
Hollerin' for mercy and then he whisper in my ear ''Wine harder''
And then I said to him
''Boy just push that thing! Push it harder back on me!''
So for the moment while we are jamming at this party
You're wining hard on me. Pushing everything... Right back on top of me ..
And if you think you're gonna get away from me, you better change your mind cause you're coming home, you're coming home with me tonight!!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
A Voz
A ligação aconteceu no meio da noite, depois de muito trabalho, entre copos de wishky e drinqs coloridos. As risadas corriam fáceis. Era uma bebedeira entre amigas. Ninguém mais existia. Éramos só nós,completas. O celular vibrava desesperadamente dentro da bolsa. Pela terceira vez.
“Oi, sou eu, Fulano”. Quase sem pensar respondo: “Prossiga querido, conheço a sua voz”.
(No fundo, a gargalhada de uma doida que sonha com o castelo de caras.)
“Minha mãe disse que vc está com a minha mesa” ouvi a voz dizer com um ano de atraso. Por pouco não solto um arroto.
“A sua mesa?! Olha, a MINHA mesa está instalada na minha sala. Não sei do que vc está falando”.
Nisso as amigas já prestavam atenção no desenrolar da conversa, mais ainda no absurdo da ligação. Faziam caras e expressões difíceis de decodificar. Mas a bebida altera a sensibilidade, eu entendi os gestos cúmplices...
Se esse telefonema acontecesse 6 meses antes, ficaria feliz da vida, mas naquele momento eu estava rindo de um jeito gostoso, num tipo de alegria contagiante que só acontece depois de muito choro e alguns momentos de solidão. E quando vc finalmente se descobre abrigada pela sua família escolhida. Quem foi criado por Lobos, entende.
“ Eu comprei essa mesa!” gritou a voz.
“Que eu me lembre, a gente comprou juntos. E nada disso importa. Tenho muito o que fazer. Um beijo, tchau”.
Decodificando: " Não mantenha nenhuma esperança de arranjar uma briga comigo. Esse capítulo já foi!"
E pensar que um dia eu vivi essa vida com todos os meus poros... duas salas, quartos de sobra, casa de sobra. Uma cozinha com um sofá azul dentro. Era pra conversar enquanto o outro cozinhava entre taças de vinho e alguns baseados. Muita filosofia e idéias mirabolantes.Lembranças de viagens pelo mundo espalhadas. Muitas lembranças... Cachorro e gatos substituindo os filhos que um dia chegariam. Daqui a pouco, ainda temos muitos lugares pra visitar. E muito o que se divertir! Uns produtinhos pra alimentar a mente inquieta. Loucuras... Éramos invencíveis! Os melhores, os imbatíveis, os que tinham o controle sobre tudo e influenciavam muitos. O casal super - herói. Que se entendiam pelo olhar, que se deitavam na rede e ficavam num silêncio confortável.E não precisavam de mais ninguém. Que não tinham hora pra acordar. Dormiam até as três e pegavam praia no final de tarde. E viviam numa espécie de filme, onde wishkys e champagnes nunca faltam. Nem a balinha na mesa de cabeceira, esperando a hora certa de ser tomada. Era a vida perfeita.
Talvez perfeita demais. Talvez intensa demais. Talvez triste demais. Pra onde ir depois que se chega no auge??
Desliguei o telefone sem remorso nem dor. Lembrei que um dia, no meio de uma tarde deitada na grama verde e burguesa do meu jardim, pensei: “meu deus, mas o que é que eu ainda estou fazendo aqui??”
LUX
Desliguei o telefone sem remorso nem dor. Lembrei que um dia, no meio de uma tarde deitada na grama verde e burguesa do meu jardim, pensei: “meu deus, mas o que é que eu ainda estou fazendo aqui??”
LUX
sábado, 8 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Love Kills
Eu quero uma injeção contra o amor. Quero uma imjeção que não me deixe mais sofrer desse mal. Que me impeça de perceber as sutis doçuras de uma alma. Que não me deixe sentir bem querer, nem carinho, nem saudade. Quero uma injeção que me torne imune a qualquer tipo de gostar e assim evite todo tipo de angústia de uma noite mal dormida.Por causa de uma briga. Por causa de reclamações que eu nem sei como fazer pra consertar. Eu quero me tornar imune, porque não quero mais chorar, nem uma única vez. Nem sentir a tristeza que corre atrás dessas lágrimas. Não quero mais ter que prestar atenção num trabalho e sentir meu choro me sufocando. Eu quero rir, rir de todas as pessoas apaixonadas, e apontar o dedo pra elas, e gritar: EU NÃO SOFRO DESTE MAL!
...Quando foi que mudamos de lado? Quando foi que paramos de jogar o mesmo jogo? Quando foi que começamos uma guerra? Antes a gente estava criando um brinquedo... antes a gente era invencível...
Existe um momento em que gostar de alguém se torna sofrido. Existe um momento em que gostar de alguém te torna vulnerável. Vc só já não basta,criou-se o vazio. Somo crianças tentando sentir coisas de adultos. Somos pirralhos num mundo de emoções, onde o outro tem poderes maiores que os seus. Somos bebês tentando sentir e viver um gostar desgovernado. E parece que bateu...
Perdoa as minhas bobagens. Perdoa minha infantilidade emocional. E eu perdoarei a s suas. Não somos heróis, nem mártires. Não somos perfeitos e falamos bobagens. E nos comportamos mal as vezes. E isso é normal.
LUX
...Quando foi que mudamos de lado? Quando foi que paramos de jogar o mesmo jogo? Quando foi que começamos uma guerra? Antes a gente estava criando um brinquedo... antes a gente era invencível...
Existe um momento em que gostar de alguém se torna sofrido. Existe um momento em que gostar de alguém te torna vulnerável. Vc só já não basta,criou-se o vazio. Somo crianças tentando sentir coisas de adultos. Somos pirralhos num mundo de emoções, onde o outro tem poderes maiores que os seus. Somos bebês tentando sentir e viver um gostar desgovernado. E parece que bateu...
Perdoa as minhas bobagens. Perdoa minha infantilidade emocional. E eu perdoarei a s suas. Não somos heróis, nem mártires. Não somos perfeitos e falamos bobagens. E nos comportamos mal as vezes. E isso é normal.
LUX
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