Sentada bem na minha frente, olhando direto pros meus olhos e, desta vez, diferente de como ela costuma jogar suas conclusões sábias a meu respeito, disse: o que você me diria se eu te dissesse que essa adrenalina te seduz, e muito?
Caminhei por Ipanema sem conseguir parar de pensar no que a analista havia dito. Voltei andando pra casa, observando pessoas felizes e saudáveis correndo na Lagoa, morrendo de inveja, porque, pra elas, a felicidade e a plenitude parecem ser bastante mais alcançáveis do que pra mim.
Passei um natal diferente. Seria o primeiro ano que teria que me virar pra ter o que fazer. Antes estava facilmente abrigada na família de um ex. As noites do dia 24 transcorriam como num comercial de margarina: muita comida, bebida, harmonia fabricada e felicidade imposta por Papai Noel. Muito fácil e sem desafios.
Com o maior medo do mundo iluminado em vermelho e branco, fugimos, uma amiga e eu, pra Buenos Aires, fingir que esta data simplesmente não nos incomoda. E o fato de acharmos tudo a maior babaquice, também não parecer ser tão importante e anti-alguma-coisa. Decisão muito bem tomada. Pela primeira vez, em muito tempo, me senti em casa dentro do meu próprio corpo. Me senti um caramujo que carrega suas malas, objetos pessoais e coração pra onde quer que vá. Sentir-se em casa em qualquer lugar não é tarefa fácil de alcançar, pelo menos não pra mim. Por alguns dias tive a sensação que não precisava de mais ninguém, que era dona da minha vida, que estava completa e os sentimentos avassaladores que fazem uma tempestade em minha mente estavam sob controle. Se viessem, seriam tranquilamente transformados em algo positivo. Primeira lição que se aprende com a professora analista.
Será preciso ir embora de sua casa física pra sermos pessoas mais serenas? Qual é a transformação positiva que a distância promove na química do seu cérebro, sempre tão ocupado apagando incêndios que hormônios enlouquecidos resolveram começar, just for fun?
Senti muita saudade de pessoas que compõem os tijolinhos do meu coração. Mas essa saudade não doía, não era corrosiva, não acabava com a minha pouca serotonina. Era só saudade, vontade de ver, de estar junto, de compartilhar experiências positivas.
O vício em tempestades estava momentaneamente curado, até que voltamos. E a saudade me fez tentar consertar algo que talvez nem tenha mais conserto. Mas sabe, no fundo eu sou uma esperançosa, e acho que cada minuto é diferente do outro. Que cada dia é um outro dia, e que palavras são mal interpretadas, e que gestos são mal compreendidos, e que não somos estáticos. Estamos todos os dias aprendendo, evoluindo, mudando. E que podemos ser pessoas melhores, se quisermos. E que não há porque mascarar sentimentos, e dizer que se é indiferente quando na verdade, estamos é profundamente magoados. E não podemos achar que o outro compreenderá suas atitudes mesquinhas e egoístas, muito menos a sua tpm, só porque gosta de você, e que se aproveitar desses bons sentimentos para extravasar a SUA raiva e os SEUS problemas não é legal. Não é legal.
Todos esses pensamentos me povoam desde o dia em que a pessoa contratada pra arrumar a bagunça da minha cabeça soltou uma bomba chamada “adrenalina” em cima de mim. Mas acho que só ficaram claros realmente em dois telefonemas e algumas verdades doloridas que me foram ditas. E essa pessoa, que tanto provoca o meu gostar, e me faz sentir sensações boas e também tempestades, e parece não acreditar que eu me importo, e gosto, e sinto saudade ( esta sim, a do tipo que dói pela ausência), essa pessoa tão quentinha por dentro, acabou me ajudando a compreender algumas coisas sobre mim. E por causa dela, e só dela, que compreendi a dinâmica que o vício em adrenalina provoca.
Como sou uma eterna esperançosa, torço pra tudo ficar bem. E continuo achando ser possível consertar a parte que quebrou. Afinal, todo brinquedo, um dia, dá defeito. Não é?
domingo, 30 de dezembro de 2007
sábado, 29 de dezembro de 2007
(parênteses entre um telefonema e outro)
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Ainda o bendito Natal...
Fica difícil falar algo útil as duas da madugada depois de passar o dia inteiro enfiada em aviões e aeroportos. A Lei de Murphy é mesmo terrível. Pagamos um pouco mais caro para ter o luxo de ir e vir sem escalas, vôo direto. Porra, bem nesse dia dá uma zica e todos os horários atrasam. Daria no mesmo fazer aquela temida escala em São Paulo, que sempre demora e é um saco. Você já está no Brasil mas ainda falta muito pra chegar em casa. E com o agravante do sotaque paulistês, ô meu! Bom, aqui estamos e por vós esperamos. Foram 5 dias intensos em Buenos, logo ali, baratinho, viagem rápida mas que dá um descanso na mente.... ô! Depois faço um textinho com dicas valiosas. Agora tô com um puta sono, mas algo me mantém desperta. Mal cheguei e o celular começa a apitar, mil e quinhentas mensagens e ligações. Uma é a mais importante: meu irmão que ficou tomando conta do meu cachorro! Como minha família é freak, comemoram o Natal dia 27. Eu tentei fugir, não queria me alistar.... não consegui. Fui querer saber do cão e fui intimada à passar no Natal fora de hora da Gávea. Bombando, cara!! Pelo menos comi bem, distribuí uns alfajores, doces de leite e fiz meu papel de boa sobrinha. No dia no Natal mesmo, dia 24, eu e minha amiga tanbém fujona de compromissos familiares ( a gente trabalha tanto pra fugir, confessa vai! Pode ser casamento, Natal aniversário, dizer que não pode ir porque está trabalhando é sempre uma desculpa digna e ninguém te enche o saco insistindo) Enfim, fomos numa ceia num restaurante mexicano. Várias tequilas depois acabamos num bar mucho loco na Gorriti, ruazinha from hell de Palermo Soho! Mas já estoi dando dicas, não foi pra isso que entrei aqui.... na real, nem tenho cérebro inteligente pra falar nada. É que por mais anti-tudo que você queira parecer, por mais que viajar seja divertido, voltar pra casa também é bom pra caralho!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
"Há sofrimentos inúteis, gratuitos e imaginários".
Depois de uma longa conversa com uma amiga que estava passando por uma crise no namoro, fiquei me perguntando o que diabos se passa na cabeça de quem concorda em viver um relacionamento caótico. Minha amiga disse que "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Como eu nunca tive saco pra ter um relacionamento sério na vida, encolhi os ombros, meio que concordando com ela. Nunca passei pela experiência, então não ia cair na besteira de contestar o argumento.
Mas aí me pego pensando no "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Peraí, "quando você gosta mesmo" do que? Do cara ou do sofrimento? Não adianta, não acredito que o amor carnal possa ser incondicional. Acredito que, em todos os momentos da vida, existe um momento no qual a vontade de continuar se fortalece ou se esvai. Então se você coloca um verbo tão forte como "escapar" em uma sentença, minha cara, é porque a vontade de descontinuar a situação tá bem grande. Quem quer escapar não "gosta mesmo" nem do cara, nem do sofrimento.
Vejo as pessoas com tanto medo do mundo, depositando tantas esperanças umas nas outras, agarrando-se umas as outras com tanto afinco que me dá nervoso! Meu Deus do céu, por que elas não se contentam apenas em se encontrar? Como disse antes, não tenho respaldo para opinar sobre o amor, mas sobre "o encontro" eu tenho sim! Ele me aconteceu, uma vez nesta vida, há muitos anos. "O encontro" consiste em conhecer alguém que faça você se sentir em casa. Aí, no dia seguinte, você faz a ligação e encontra a pessoa pela segunda vez. Não existe receio porque, oras, você está em casa. Dali por diante, tudo acontece como deveria. Sem joguinhos. Sem drama. Porque quem gosta mesmo não tem medo: mergulha de cabeça no mar sem molhar os pulsos e que se dane o choque térmico!
Por isso eu só acredito mesmo no amor que sabe dar espaço pro outro. Que não faz cobranças. Que se orgulha das conquistas do outro e não tem medo de deixá-lo alçar vôos ainda maiores. Que sente um ciuminho, bem lá no fundo, mas no final acaba rindo de tudo. E se por um acaso houver alguma dúvida ou problema, ele vai se resguardar em um lugar especial, longe dos conflitos, das maledicências e das desconfianças pra não morrer aos pouquinhos. Porque esse amor atende pelo nome completo de Amor Próprio. É dele que vem todas as coisas bonitas que podem acontecer entre duas pessoas.
Quanto ao meu "encontro", o de anos atrás, bem, isso é história para outro dia.
Lola.
Mas aí me pego pensando no "quando você gosta mesmo, não tem como escapar". Peraí, "quando você gosta mesmo" do que? Do cara ou do sofrimento? Não adianta, não acredito que o amor carnal possa ser incondicional. Acredito que, em todos os momentos da vida, existe um momento no qual a vontade de continuar se fortalece ou se esvai. Então se você coloca um verbo tão forte como "escapar" em uma sentença, minha cara, é porque a vontade de descontinuar a situação tá bem grande. Quem quer escapar não "gosta mesmo" nem do cara, nem do sofrimento.
Vejo as pessoas com tanto medo do mundo, depositando tantas esperanças umas nas outras, agarrando-se umas as outras com tanto afinco que me dá nervoso! Meu Deus do céu, por que elas não se contentam apenas em se encontrar? Como disse antes, não tenho respaldo para opinar sobre o amor, mas sobre "o encontro" eu tenho sim! Ele me aconteceu, uma vez nesta vida, há muitos anos. "O encontro" consiste em conhecer alguém que faça você se sentir em casa. Aí, no dia seguinte, você faz a ligação e encontra a pessoa pela segunda vez. Não existe receio porque, oras, você está em casa. Dali por diante, tudo acontece como deveria. Sem joguinhos. Sem drama. Porque quem gosta mesmo não tem medo: mergulha de cabeça no mar sem molhar os pulsos e que se dane o choque térmico!
Por isso eu só acredito mesmo no amor que sabe dar espaço pro outro. Que não faz cobranças. Que se orgulha das conquistas do outro e não tem medo de deixá-lo alçar vôos ainda maiores. Que sente um ciuminho, bem lá no fundo, mas no final acaba rindo de tudo. E se por um acaso houver alguma dúvida ou problema, ele vai se resguardar em um lugar especial, longe dos conflitos, das maledicências e das desconfianças pra não morrer aos pouquinhos. Porque esse amor atende pelo nome completo de Amor Próprio. É dele que vem todas as coisas bonitas que podem acontecer entre duas pessoas.
Quanto ao meu "encontro", o de anos atrás, bem, isso é história para outro dia.
Lola.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Jingle Bells.

Então, é Natal ... (ao fundo, toca aquela música breguíssima na voz de Simone), mas pra mim é quase impossível conseguir entrar nesse clima. Eu entrava por causa dos meus primos, sobrinhos e irmão pequenos, mas agora que eles estão longe, não faz mais diferença. As melhores lembranças que eu tenho da infância aconteceram no Natal, e eu tenho certeza de que consegui dar um pouquinho disso pra eles. Pelo menos fiz alguma coisa que preste antes de sair de casa.
Minhas festas de fim de ano não são as mesmas desde que o meu irmão mais velho pulou da janela do quarto. A gente morava no 9º andar. Apartamento 905. O Pequeno sempre foi uma pessoa muito tímida, mas sempre muito receptivo, companheiro. Tinha poucos amigos, mas bons, e várias fãs, já que sua beleza e seu 1m90 de altura sempre chamaram atenção. O "pequeno", além de ser uma brincadeira com a altura do Eduardo, também é o nosso sobrenome. Enfim.
O Dudu não pulou da janela no Natal, mas o aniversário dele é no dia 25. MInha mãe sempre contava que ele não a deixou terminar a ceia, nem brincar de amigo oculto, e acabou chegando ao mundo exatamente à meia noite. Por isso o Natal era tão especial pra minha família. A gente cantava parabéns pro Du, trocava presentes, bebia muito vinho e ficava acordado papeando até amanhecer.
Os Natais que seguiram a morte do Eduardo foram um desastre. À meia noite, minha mãe desabou a chorar, e o meu pai, depois de beber além da conta, começou a xingar todo mundo, principalmente Deus; chutou o presépio e terminou vomitando debaixo da mesa. O do outro ano foi inexistente, meus tios ficaram traumatizados com o comportamento dos meus pais e enviaram os presentes pelo correio. Ninguém soube lidar direito com a mãe e o pai. Souberam muito bem dar as condolências no enterro, aparecer por lá vestindo preto, usando óculos escuros, fazendo cena. Na hora do vamos ver, de dar o ombro pra chorar mesmo, ninguém teve coragem. Quando o estado emocional dos meus pais entrou na fase mais deplorável, os parentes não conseguiram repetir com êxito a representação que fizeram no funeral do meu irmão. Tem gente que é assim mesmo: quando dá de cara com uma pessoa com uma história de vida mais trágica que a dela, acabam se acovardando, se encolhendo. O que é o drama senão um apelo desesperado por atenção? Tem gente que não gosta de dividir os holofotes. Não passam de um bando de figurantes.
Adivinha quem segurou as pontas e aguentou a merda toda?Bom, meu irmão caçula tinha 8 anos na época, precisei dar conta de todos os compromissos do hermanito porque minha mãe se entupia de calmantes e dormia. Meu pai se entupia de calmantes, whisky e dormia. O Martin e eu vivíamos em uma casa de zumbis. Meus pais ficavam sedados não só por causa do Dudu, mas pra não lidar comigo. Acontece que eu tive uma briga com o mano no dia em que ele se jogou. Tudo bem, não foi uma BRIGA de verdade. Meu mousepad com descanso pro pulso sumiu, e eu sabia que ele sempre tomava emprestado sem pedir. Insisti pra ele me devolver. Ele disse que tinha perdido. Eu não acreditei. Só isso. A mãe achava que o Eduardo estava passando por algum problema sério e não queria nos contar, e o fato de eu ter brigado com ele trouxe sua angústia à tona.
- Não estou dizendo que a culpa é sua, minha filha... mas infelizmente o que você fez, mesmo sem querer, levou o seu irmão a se jogar. Vamos aprender a conviver com isso, de uma vez por todas? - e engolia outro comprimido.
Conclusão: não gosto do Natal porque me lembra o dia em que matei o meu irmão por causa de um mousepad. Pelo menos não era um mousepad qualquer, não é mesmo? Era um com descanso pro pulso. Eu tenho tendinite, sabe? Mas não deveria ter agido de maneira tão egoísta com uma pessoa que estava passando por problemas. Não, claro que não! Deveria ter puxado O Du num canto e perguntado: "irmãozinho, você roubou um objeto meu porque está passando por problemas? Porque não me conta? Vamos conversar!". Palhaçada! Não tenho remorso algum. Quando chega o Natal, fico com raiva das coisas que passei por causa dessa bigorna de culpa que colocaram nas minhas costas. Tenho ódio do meu irmão, que sempre foi o queridinho da família e deixou claro que eu sou a ovelha negra até na hora de morrer.
O pior de tudo é que depois de um tempo, tirando a poeira do armário do Pequeno, achei o maldito mousepad escondido no fundo da gaveta de cuecas. Que filho da puta...
Lola.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
TURN ME ON
So for the moment while we are jamming at this party, you're winning hard on me, pushing everything .. . Right back on top of me, but if you think you're gonna get away from me, you better change your mind
Cause you're going home. You're going home with me tonight.
So let me hold you
Come caress my body
You got me going crazy
Turn me on!!
Ooh yeah, let me jam you
I say: wine all around me '
Cause you got me going,crazy
Turn me on..
One hand just on the ground, my bumper cock is sky high
Wining hard on me, you got this python
Hollerin' for mercy and then he whisper in my ear ''Wine harder''
And then I said to him
''Boy just push that thing! Push it harder back on me!''
So for the moment while we are jamming at this party
You're wining hard on me. Pushing everything... Right back on top of me ..
And if you think you're gonna get away from me, you better change your mind cause you're coming home, you're coming home with me tonight!!
Cause you're going home. You're going home with me tonight.
So let me hold you
Come caress my body
You got me going crazy
Turn me on!!
Ooh yeah, let me jam you
I say: wine all around me '
Cause you got me going,crazy
Turn me on..
One hand just on the ground, my bumper cock is sky high
Wining hard on me, you got this python
Hollerin' for mercy and then he whisper in my ear ''Wine harder''
And then I said to him
''Boy just push that thing! Push it harder back on me!''
So for the moment while we are jamming at this party
You're wining hard on me. Pushing everything... Right back on top of me ..
And if you think you're gonna get away from me, you better change your mind cause you're coming home, you're coming home with me tonight!!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
A Voz
A ligação aconteceu no meio da noite, depois de muito trabalho, entre copos de wishky e drinqs coloridos. As risadas corriam fáceis. Era uma bebedeira entre amigas. Ninguém mais existia. Éramos só nós,completas. O celular vibrava desesperadamente dentro da bolsa. Pela terceira vez.
“Oi, sou eu, Fulano”. Quase sem pensar respondo: “Prossiga querido, conheço a sua voz”.
(No fundo, a gargalhada de uma doida que sonha com o castelo de caras.)
“Minha mãe disse que vc está com a minha mesa” ouvi a voz dizer com um ano de atraso. Por pouco não solto um arroto.
“A sua mesa?! Olha, a MINHA mesa está instalada na minha sala. Não sei do que vc está falando”.
Nisso as amigas já prestavam atenção no desenrolar da conversa, mais ainda no absurdo da ligação. Faziam caras e expressões difíceis de decodificar. Mas a bebida altera a sensibilidade, eu entendi os gestos cúmplices...
Se esse telefonema acontecesse 6 meses antes, ficaria feliz da vida, mas naquele momento eu estava rindo de um jeito gostoso, num tipo de alegria contagiante que só acontece depois de muito choro e alguns momentos de solidão. E quando vc finalmente se descobre abrigada pela sua família escolhida. Quem foi criado por Lobos, entende.
“ Eu comprei essa mesa!” gritou a voz.
“Que eu me lembre, a gente comprou juntos. E nada disso importa. Tenho muito o que fazer. Um beijo, tchau”.
Decodificando: " Não mantenha nenhuma esperança de arranjar uma briga comigo. Esse capítulo já foi!"
E pensar que um dia eu vivi essa vida com todos os meus poros... duas salas, quartos de sobra, casa de sobra. Uma cozinha com um sofá azul dentro. Era pra conversar enquanto o outro cozinhava entre taças de vinho e alguns baseados. Muita filosofia e idéias mirabolantes.Lembranças de viagens pelo mundo espalhadas. Muitas lembranças... Cachorro e gatos substituindo os filhos que um dia chegariam. Daqui a pouco, ainda temos muitos lugares pra visitar. E muito o que se divertir! Uns produtinhos pra alimentar a mente inquieta. Loucuras... Éramos invencíveis! Os melhores, os imbatíveis, os que tinham o controle sobre tudo e influenciavam muitos. O casal super - herói. Que se entendiam pelo olhar, que se deitavam na rede e ficavam num silêncio confortável.E não precisavam de mais ninguém. Que não tinham hora pra acordar. Dormiam até as três e pegavam praia no final de tarde. E viviam numa espécie de filme, onde wishkys e champagnes nunca faltam. Nem a balinha na mesa de cabeceira, esperando a hora certa de ser tomada. Era a vida perfeita.
Talvez perfeita demais. Talvez intensa demais. Talvez triste demais. Pra onde ir depois que se chega no auge??
Desliguei o telefone sem remorso nem dor. Lembrei que um dia, no meio de uma tarde deitada na grama verde e burguesa do meu jardim, pensei: “meu deus, mas o que é que eu ainda estou fazendo aqui??”
LUX
Desliguei o telefone sem remorso nem dor. Lembrei que um dia, no meio de uma tarde deitada na grama verde e burguesa do meu jardim, pensei: “meu deus, mas o que é que eu ainda estou fazendo aqui??”
LUX
sábado, 8 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Love Kills
Eu quero uma injeção contra o amor. Quero uma imjeção que não me deixe mais sofrer desse mal. Que me impeça de perceber as sutis doçuras de uma alma. Que não me deixe sentir bem querer, nem carinho, nem saudade. Quero uma injeção que me torne imune a qualquer tipo de gostar e assim evite todo tipo de angústia de uma noite mal dormida.Por causa de uma briga. Por causa de reclamações que eu nem sei como fazer pra consertar. Eu quero me tornar imune, porque não quero mais chorar, nem uma única vez. Nem sentir a tristeza que corre atrás dessas lágrimas. Não quero mais ter que prestar atenção num trabalho e sentir meu choro me sufocando. Eu quero rir, rir de todas as pessoas apaixonadas, e apontar o dedo pra elas, e gritar: EU NÃO SOFRO DESTE MAL!
...Quando foi que mudamos de lado? Quando foi que paramos de jogar o mesmo jogo? Quando foi que começamos uma guerra? Antes a gente estava criando um brinquedo... antes a gente era invencível...
Existe um momento em que gostar de alguém se torna sofrido. Existe um momento em que gostar de alguém te torna vulnerável. Vc só já não basta,criou-se o vazio. Somo crianças tentando sentir coisas de adultos. Somos pirralhos num mundo de emoções, onde o outro tem poderes maiores que os seus. Somos bebês tentando sentir e viver um gostar desgovernado. E parece que bateu...
Perdoa as minhas bobagens. Perdoa minha infantilidade emocional. E eu perdoarei a s suas. Não somos heróis, nem mártires. Não somos perfeitos e falamos bobagens. E nos comportamos mal as vezes. E isso é normal.
LUX
...Quando foi que mudamos de lado? Quando foi que paramos de jogar o mesmo jogo? Quando foi que começamos uma guerra? Antes a gente estava criando um brinquedo... antes a gente era invencível...
Existe um momento em que gostar de alguém se torna sofrido. Existe um momento em que gostar de alguém te torna vulnerável. Vc só já não basta,criou-se o vazio. Somo crianças tentando sentir coisas de adultos. Somos pirralhos num mundo de emoções, onde o outro tem poderes maiores que os seus. Somos bebês tentando sentir e viver um gostar desgovernado. E parece que bateu...
Perdoa as minhas bobagens. Perdoa minha infantilidade emocional. E eu perdoarei a s suas. Não somos heróis, nem mártires. Não somos perfeitos e falamos bobagens. E nos comportamos mal as vezes. E isso é normal.
LUX
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Luz e Lola. 1
Sentada no sofá ouvia os minutos passando. Vagarosamente. Cada segundo demorava uma hora. Mar de tempo inacabável. A analista olhava pra mim, pacientemente, lutando pra não cochilar. Uma batalha contra os 50 minutos que era obrigada a ficar ali. Uma guerra médico-paciente. Olho no olho. Quem desistir primeiro levanta a mão. Trégua. “Olha, acho que estamos perdendo nosso tempo.Que tal você se dar por vencida e me deixar em paz com as minhas loucuras?” Mais dez minutos. Mais oito minutos. Mais cinco minutos. Mais três minutos... “Nos vemos semana que vem. Tenha um bom dia”. Elevador. No mesmo corredor uma locadora. O mesmo rapaz de sorriso colado no rosto. O mesmo “oi” tímido. Como ele sempre sabe quando estou aqui?? Digo oi de volta e o elevador chega. Dele sai o próximo paciente. Um homem de seus 50 e poucos. Cabeça sempre baixa, passos curtos, meio gordo, meio velho, meio torto,meio cambaleante. “Boa tarde” ele diz. Só se for pra você.
Meu nome é LUX. LUX mas se pronuncia Lãx, inglês. Vim parar aqui por causa desse nome. Ela devia estar bêbada quando foi ao cartório me registrar com um ano de atraso. O nome saiu no meio de um arroto. “Lãããx. Opa,desculpa moço. Ah, bota esse mesmo. Tanto faz.” Ligo o celular. Espero ansiosamente os sinais de mensagem. Em cada bip uma a afirmação de amor. O problema está em quando, justamente, não há bips. Em seu lugar a ligação-terror. “Acabou a sessão? Quando voltar traz um maço pra mim. Carlton, filtro branco.” Coitada, ela pensa que é chique. E faz de propósito, porque sabe que odeio cigarro. Respondo um tá bom sem vontade e pego o ônibus na direção contrária.
Aperto a campainha do chiqueiro disfarçado de cubículo que o Alex mora. Alex uma ova. Já vi na carteira de identidade que a bicha esconde que o verdadeiro nome é Alesmaildo. Se tivesse um nome desses também teria problemas mentais. Já quase não agüento com meu “LUX”. Isso moça, ele, uh, xis. Não, não vem de luxo. Sim, pode ser, minha mãe toma muito banho. É , ela queria homenagear a fábrica de sabonete. Pois é, né. Limpa até no nome. Hahaha! Engraçadíssimo.
“Abre essa porta, bicha, porra, tô tocando faz meia hora!” De nada adianta eu socar, chutar, gritar. A filha da puta vai me deixar aqui plantada. Só porque dei uns amassos no carinha que ela tava a fim. “Não foi nada demais, Chuchu, a gente tava crazypeople. Ele te ama!”. A porta finalmente se abre. Se não tivesse que me controlar teria um heartattack de riso. Ótima oportunidade para morrer, aliás. O cabelo do “Alex” num tom meio laranja, meio amarelo ovo. Um olhar de desespero e súplica. “Pára de rir, caralho, e me ajuda a consertar essa merda!”. Tento, mas não consigo. Caio no chão me contorcendo de tanto rir. Puta que pariu, se controla, se controla... Olho de novo, mais um acesso. Pára de rir, porra. Maldição de bicha é foda. Pega mesmo! A Bicha em pé, com a mão na cintura, esperando meu ataque acabar. Senta na cadeira, amarra um bico, cruza as pernas e dá um gole no café já frio. “ Quando a senhora acabar de me sacanear, vá por obséquio à farmácia comprar um castanho-chocolate número 13”. Desço as escadas ainda rindo e me concentro pra não errar na cor. Maldição de bicha.... melhor não brincar.
LUX
Meu nome é LUX. LUX mas se pronuncia Lãx, inglês. Vim parar aqui por causa desse nome. Ela devia estar bêbada quando foi ao cartório me registrar com um ano de atraso. O nome saiu no meio de um arroto. “Lãããx. Opa,desculpa moço. Ah, bota esse mesmo. Tanto faz.” Ligo o celular. Espero ansiosamente os sinais de mensagem. Em cada bip uma a afirmação de amor. O problema está em quando, justamente, não há bips. Em seu lugar a ligação-terror. “Acabou a sessão? Quando voltar traz um maço pra mim. Carlton, filtro branco.” Coitada, ela pensa que é chique. E faz de propósito, porque sabe que odeio cigarro. Respondo um tá bom sem vontade e pego o ônibus na direção contrária.
Aperto a campainha do chiqueiro disfarçado de cubículo que o Alex mora. Alex uma ova. Já vi na carteira de identidade que a bicha esconde que o verdadeiro nome é Alesmaildo. Se tivesse um nome desses também teria problemas mentais. Já quase não agüento com meu “LUX”. Isso moça, ele, uh, xis. Não, não vem de luxo. Sim, pode ser, minha mãe toma muito banho. É , ela queria homenagear a fábrica de sabonete. Pois é, né. Limpa até no nome. Hahaha! Engraçadíssimo.
“Abre essa porta, bicha, porra, tô tocando faz meia hora!” De nada adianta eu socar, chutar, gritar. A filha da puta vai me deixar aqui plantada. Só porque dei uns amassos no carinha que ela tava a fim. “Não foi nada demais, Chuchu, a gente tava crazypeople. Ele te ama!”. A porta finalmente se abre. Se não tivesse que me controlar teria um heartattack de riso. Ótima oportunidade para morrer, aliás. O cabelo do “Alex” num tom meio laranja, meio amarelo ovo. Um olhar de desespero e súplica. “Pára de rir, caralho, e me ajuda a consertar essa merda!”. Tento, mas não consigo. Caio no chão me contorcendo de tanto rir. Puta que pariu, se controla, se controla... Olho de novo, mais um acesso. Pára de rir, porra. Maldição de bicha é foda. Pega mesmo! A Bicha em pé, com a mão na cintura, esperando meu ataque acabar. Senta na cadeira, amarra um bico, cruza as pernas e dá um gole no café já frio. “ Quando a senhora acabar de me sacanear, vá por obséquio à farmácia comprar um castanho-chocolate número 13”. Desço as escadas ainda rindo e me concentro pra não errar na cor. Maldição de bicha.... melhor não brincar.
LUX
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
bobagens de meninas falando sobre meninos quando o trabalho já deu no saco...
ENSAIO SOBRE A PARANÓIA. OU MENINAS VANGUARDA.Parte I.
Stranger diz: ele tinha ensaio as sete e meia, mas as oito ligou dizendo que tava chegando em casa e não ia dar pra cortar o cabelo ( a gente tinha combinado de ir na bicha) As nove eu liguei pro cel pra perguntar qual wishky eu devia comprar, ele não atendeu, liguei a nove meia pra casa, a mãe disse que tinha saído. Já comecei a ficar neura. Meia noite eu liguei ele não atendeu de novo. Daí pirei! Achei que ele tava comendo a Fulana!! (quando tá aqui em casa nunca atende o cel). Respirei fundo e resolvi me concentrar no amor e na fofura. Repeti o mantra:ELE TÁ NO ENSAIO. ELE TÁ NO ENSAIO. ELE TÁ NO ENSAIO... Mas cabeça de neura sabe como é... mandei msm: plis, me liga, mimnha cabeça tá se enchendo de merda! Ele ligou tipo uma e meia, já no ônibus pra SP, morrendo de medo de levar um esporro. Tava no ensaio mesmo.
Jó diz:daushduidad!! Tadinha Ju, tá de tpm?
Stranger diz: Deu pra perceber?!
LUX
Stranger diz: ele tinha ensaio as sete e meia, mas as oito ligou dizendo que tava chegando em casa e não ia dar pra cortar o cabelo ( a gente tinha combinado de ir na bicha) As nove eu liguei pro cel pra perguntar qual wishky eu devia comprar, ele não atendeu, liguei a nove meia pra casa, a mãe disse que tinha saído. Já comecei a ficar neura. Meia noite eu liguei ele não atendeu de novo. Daí pirei! Achei que ele tava comendo a Fulana!! (quando tá aqui em casa nunca atende o cel). Respirei fundo e resolvi me concentrar no amor e na fofura. Repeti o mantra:ELE TÁ NO ENSAIO. ELE TÁ NO ENSAIO. ELE TÁ NO ENSAIO... Mas cabeça de neura sabe como é... mandei msm: plis, me liga, mimnha cabeça tá se enchendo de merda! Ele ligou tipo uma e meia, já no ônibus pra SP, morrendo de medo de levar um esporro. Tava no ensaio mesmo.
Jó diz:daushduidad!! Tadinha Ju, tá de tpm?
Stranger diz: Deu pra perceber?!
LUX
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Coisas que eu sabia sem saber.
Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2006.
Há um lugarzinho entre o tempo e o espaço, como se fosse uma fresta bem estreita, que só pode ser avistada poucas vezes ao longo da vida. É um lugar secreto e muito calmo, ao contrário do que se diz por aí. Lá são depositados todos os tipos de corações em frangalhos: despedaçados, endurecidos, adormecidos ou simplesmente corroídos pela maresia,
Há quem passe a vida inteira procurando por esse lugarzinho. Há quem passe a vida só ansiando... também há quem prefira que ele não exista, a despeito da sua boa reputação: nem sempre o descanso descansa corações confrangidos. A tormenta, quando se instala, revolve eternamente, mantendo vivos sentimentos de procedência duvidosa, mas mantendo alguma coisa viva, pelo menos. Diferente da paz e do silêncio, diplomáticos demais para invadir as lacunas e se impor da forma que a tormenta faz.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um.
Existe o momento certo para alcançá-lo. Mas ele sempre passa correndo, super apressado, atrasado para o chá. E se o momento certo passa por você meu querido, ele não volta mais. nunca mais.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um, mas reconhecido por quase ninguém.
Lola
Há um lugarzinho entre o tempo e o espaço, como se fosse uma fresta bem estreita, que só pode ser avistada poucas vezes ao longo da vida. É um lugar secreto e muito calmo, ao contrário do que se diz por aí. Lá são depositados todos os tipos de corações em frangalhos: despedaçados, endurecidos, adormecidos ou simplesmente corroídos pela maresia,
Há quem passe a vida inteira procurando por esse lugarzinho. Há quem passe a vida só ansiando... também há quem prefira que ele não exista, a despeito da sua boa reputação: nem sempre o descanso descansa corações confrangidos. A tormenta, quando se instala, revolve eternamente, mantendo vivos sentimentos de procedência duvidosa, mas mantendo alguma coisa viva, pelo menos. Diferente da paz e do silêncio, diplomáticos demais para invadir as lacunas e se impor da forma que a tormenta faz.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um.
Existe o momento certo para alcançá-lo. Mas ele sempre passa correndo, super apressado, atrasado para o chá. E se o momento certo passa por você meu querido, ele não volta mais. nunca mais.
Esse lugar entre o espaço e o tempo pode ser visto por qualquer um, mas reconhecido por quase ninguém.
Lola
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Quando os homens são Bebês
Não, eu não vou ligar pra você, por mais que te queira. Também não vou parar a minha vida porque você não consegue abrir as cortinas. Livre-se de seus demônios sozinho, aproveite e leve junto os velhos fantasmas pra lata de lixo. Todos aqueles que deixam recados em orkuts, fotologs, blogs, merdologs, bostologs, que fazem minha expressão cada vez mais atônita e minha paciência cada vez mais curta. Não, eu não vou te empurrar no mar. Caia sozinho que te ensino a nadar. Mas o primeiro passo é teu. Se você precia de três dias pra dormir, tudo bem, mas não espere me encontrar quando acordar. O dia é muito curto e eu tenho muitas coisas pra fazer. Também não espere que eu morra de ciúme. Te adoro demais pra isso. De mim você não vai ouvir gritos, nem escândalos, nem brigas pelo celular. O meu gostar se manifesta de outras formas. Bem mais gostoso... mas isso eu sei que você, esperto, já sabe. Eu vou ficar ali parada, pra você não me perder de vista, e saber exatamente onde estou, enquanto seu show durar, mas depois sai da frente porque com tantas cervejas a vontade de fazer xixi vai ser grande. E eu vou estar ali, ao alcance dos seus braços gigantes, do seu abraço aconchegante, dos seus beijos gostosos, do seu olhar intenso e da sua alma doce, afinal, só os cariocas beijam bem, não é? E quando precisar conversar sobre coisas da vida, eu estou aqui, e quando quiser deitar na cama e falar bobagens, e jogar conversa fora, e traçar planos mirabolantes pro futuro, ou rir alto por qualquer besteira, eu também estou aqui. E quando meu cão quiser ir na rua, a gente leva ele de mãos dadas, mas volta logo, porque ficar só com você me dá uma saudaaade... eu estou aqui, assistindo seus passos, como num filme. E você tem todo o tempo do mundo pra perceber o que há pra ser percebido, concluir e agir. Você tem todo o tempo do mundo, só não demora muito. O tempo que você tem pra voltar, é exatamente o mesmo que eu tenho pra te esquecer.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
doces mentiras e verdades cruéis
Dois se juntam, se tocam, comprimem mágica num espaço micro... troca de algo que não existe no dia-a-dia e é sublime. Vontade de não pertencer a esse mundo... Esquecer que tem gente lá fora e nos espera. Não quero tomar decisões. Quero ficar aqui e pensar em vc o dia inteiro. Quero reviver um milhão de beijos e sentir o gosto doce de um carinho no rosto. Quero lembrar como é o seu rosto quando eu olho pra ele deitada. Visão privilegiada de outros ângulos... outras formas de ver... segredos desvendados escondidos nos vãos de um corpo... existem outras, eu sei, existem outros que me esperam, eu sei, mas nesse momento eu prefiro mentiras doces à verdades cruéis. Prefiro pensar que não há mais ninguém nesse mundo e que somos únicos. Não sei porque, essas músicas me tocam tanto. E nesse momento, eu não quero explicar nada.
Lux
Lux
domingo, 7 de outubro de 2007
Desperta.
Foi pela manhã... eu acordei e finalmente reconheci quem estava ao meu lado, sem medo algum de admitir o turbilhão de sentimentos que comprimiam o meu peito. Me vi como pessoa corajosa que sempre fui. Sim, porque nos dias anteriores eu não era covarde, só estava com preguiça de exteriorizar a bravura, entende? Finalmente encontrei um lugar onde me encaixo pro resto da vida, e mesmo que tudo isso acabe amanhã, carregarei a certeza de que não sou inadequada. É revigorante. Acabou-se o espaço para as melancolias brandas porque estou no caminho de casa, muito bem acompanhada pela paz de espírito.
Nós somos especiais, não nos perdemos no meio de promessas irresolutas de quem queria se aproveitar do nosso melhor. É muita falta de humildade né, tudo bem, mas eu juro que no mundo não há ninguém como a gente.
De manhã eu estava tão feliz que não precisava ver o resto do dia acontecer.
Lola.
Nós somos especiais, não nos perdemos no meio de promessas irresolutas de quem queria se aproveitar do nosso melhor. É muita falta de humildade né, tudo bem, mas eu juro que no mundo não há ninguém como a gente.
De manhã eu estava tão feliz que não precisava ver o resto do dia acontecer.
Lola.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
domingo, 30 de setembro de 2007
all my way home
- Posso dar uma volta de bicicleta pela sua mente?
-Pode. Mas não perde o freio, heim.
Lux
-Pode. Mas não perde o freio, heim.
Lux
Perspectiva
Parar pra perceber as pessoas que entram e saem da nossa convivência é renovador e estranho ao mesmo tempo. Primeiro porque a nossa vida não comporta tanta gente né, convenhamos, ninguém teria onipresença suficiente para se dedicar aos amigões que fez desde a infância. E segundo, porque algumas figuras deixam um vazio mesmo, que não pode ser preenchido porque duh, não existem duas pessoas iguais no mundo. É estranho ter que perder gente que faz diferença, porque o lugarzinho delas dentro das lembranças fica ali, vago, e a gente aprende a conviver com a falta delas. É estranhíssimo... notar que você já está acostumado, já passou, agora tudo está bem. Prefiro nem pensar.
Ando saudosa das pessoas que fizeram parte do meu crescimento, mas sinceramente, não queria voltar no tempo não. A adolescência é um disparate, dou graças à Deus por não ter que passar por aquilo tudo de novo.
Lola
Ando saudosa das pessoas que fizeram parte do meu crescimento, mas sinceramente, não queria voltar no tempo não. A adolescência é um disparate, dou graças à Deus por não ter que passar por aquilo tudo de novo.
Lola
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Juliette Lewis
Tava no cabeleireiro. Ou melhor, hairdesigner como a Bicha gosta de ser chamada. Bem na hora que a mocinha de mãos macias lavava meus cabelos com aquela água quentinha e gostosa toca o celular. - " Oi. Tô te ligando pelo seguinte. Adivinha quem vai passar o som depois da gente?"- hummm... deus? - " Não. A Juliette Lewis!" - imediatamente despertei do meu torpor. Porra, essa é a oportunidade única de foder a Juliette por tabela!
-Escuta aqui, vc tem que seduzir ela, vc me deve isso, hein!! Leva ela pro banheiro, faz ela pagar um boquete e depois me liga. E quando voltar de SP vem imediatamente pra minha casa! - "Tá bom" - ele disse. Eu encorajei - Acredito no seu potencial. Vai com tudo!
Não consegui mais relaxar nas mãos da mocinha especialmente treinada pra massagear cabeças que podem pagar 300 reais por um corte de cabelo. Não que eu possa, nem de longe, mas dei a sorte de ter namorado o irmão da Bicha. Todo mundo sabe que uma mulher não é completa se não tiver uma amiga puta e um melhor amigo viado, né Biii? Dei um salto e sentei na cadeira pra finalmente cortar o que eu tinha ido cortar. Se não odiasse cigarro teria acendido um. A hora era propícia. Puro luxo. Pra não atrapalhar o glamour do momento pedi um capuccino.
- Cuidado Bicha, olha a minha orelha! Não gostei daquela franja da última vez! E nem pensa em cortar meu cabelo chanel! - Muitas exclamações e um olhar de interrogação no rosto do meu amigo necessário. O momento era tenso.
Finalmente escuto um bip. Na tela do celula sinal de mensagem. Aperto o botão ansiosamente.
- "Missão cumprida."- Aaaaaaaaaaaaa, quase grito de felicidade! Não podia ter recebido notícia melhor. VOU FODER A JULIETTE LEWIS!!! Em estado de êxtase vou andando pra Lagoa. Espero o 157 amigo, ipod devidamente conectado no Licks e óculos escuros postos. Me sinto sublime. Quase acho que amo ele, sim, amo, amo, amo. Não resisto e ligo. - Sabia que podia contar com vc. Como foi, quero saber tu-do! - "Como foi o que, tá louca?" - Porra, como assim, como foi o que? Vc não levou a Juliette pro banheiro?? - "Eu?! Olha, a Juliette tá cagando pra mim. Mas tirei uma foto com ela, vou levar pra vc."
pausa dramática...
- Vc tá de sacanagem comigo, né??? Vc só pode estar de sacanagem comigo!!! - "Cara, porque vc tá tão histérica? Fica tranks, finalmente cortei o cabelo. Vc não vivia pedindo?"
outra pausa dramática...
não quero mais nada com meninos do rock. Traz um advogado, por favor.
Lux
-Escuta aqui, vc tem que seduzir ela, vc me deve isso, hein!! Leva ela pro banheiro, faz ela pagar um boquete e depois me liga. E quando voltar de SP vem imediatamente pra minha casa! - "Tá bom" - ele disse. Eu encorajei - Acredito no seu potencial. Vai com tudo!
Não consegui mais relaxar nas mãos da mocinha especialmente treinada pra massagear cabeças que podem pagar 300 reais por um corte de cabelo. Não que eu possa, nem de longe, mas dei a sorte de ter namorado o irmão da Bicha. Todo mundo sabe que uma mulher não é completa se não tiver uma amiga puta e um melhor amigo viado, né Biii? Dei um salto e sentei na cadeira pra finalmente cortar o que eu tinha ido cortar. Se não odiasse cigarro teria acendido um. A hora era propícia. Puro luxo. Pra não atrapalhar o glamour do momento pedi um capuccino.
- Cuidado Bicha, olha a minha orelha! Não gostei daquela franja da última vez! E nem pensa em cortar meu cabelo chanel! - Muitas exclamações e um olhar de interrogação no rosto do meu amigo necessário. O momento era tenso.
Finalmente escuto um bip. Na tela do celula sinal de mensagem. Aperto o botão ansiosamente.
- "Missão cumprida."- Aaaaaaaaaaaaa, quase grito de felicidade! Não podia ter recebido notícia melhor. VOU FODER A JULIETTE LEWIS!!! Em estado de êxtase vou andando pra Lagoa. Espero o 157 amigo, ipod devidamente conectado no Licks e óculos escuros postos. Me sinto sublime. Quase acho que amo ele, sim, amo, amo, amo. Não resisto e ligo. - Sabia que podia contar com vc. Como foi, quero saber tu-do! - "Como foi o que, tá louca?" - Porra, como assim, como foi o que? Vc não levou a Juliette pro banheiro?? - "Eu?! Olha, a Juliette tá cagando pra mim. Mas tirei uma foto com ela, vou levar pra vc."
pausa dramática...
- Vc tá de sacanagem comigo, né??? Vc só pode estar de sacanagem comigo!!! - "Cara, porque vc tá tão histérica? Fica tranks, finalmente cortei o cabelo. Vc não vivia pedindo?"
outra pausa dramática...
não quero mais nada com meninos do rock. Traz um advogado, por favor.
Lux
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
GASTRITE
Pode parecer que não, mas tenho tempo demais para lidar com os meus vazios. Por mais que a vida de cidade grande seja corrida, nos espaços entre um afazer e outro existe o meu cérebro tentando descansar. Como o descanso nunca acontece, roda o medo do vazio lá dentro. E cinco minutos de vazio dentro da minha cabeça duram uma eternidade, mais do que um dia sideral em Saturno. As garotas hoje vivem a vida com muito mais pressa, e eu não fico de fora. A minha lacuna é preenchida com qualquer coisa, conteúdo útil e inútil, fumaça e cafeína, pensamentos bons e ruins. No meio dessa zona toda, ainda sobra lugar pros fantasmas que ainda não se foram. Esses são os que doem. Porque como toda boa garota que vive com pressa, eu quero que eles encontrem o seu rumo JÁ. Por isso gosto tanto quando as pessoas falam "um dia você ainda vai rir disso". Fico esperando ansiosa, porque eu sei que isso acontece. A gente grita dentro do travesseiro e acende mil cigarros pra depois superar.
O problema é que desta vez, em especial, a bagunça anda durando tempo demais. Aí o imediatismo fala mais alto, causando mais desorganização. Já me dissociei de muitas das minhas existências, mas ainda carrego uma delas que é indomável. Talvez por ter sido aquela na qual me recusei arrancar os cabelos: estava preocupada em ser feliz primeiro para pensar nos danos depois.
Deu no que deu.
A única maneira de apartá-la seria deixando meu cérebro em banho-maria enquanto uso minha alma do avesso, com as dores apontando para o lado de fora.
Lola.
O problema é que desta vez, em especial, a bagunça anda durando tempo demais. Aí o imediatismo fala mais alto, causando mais desorganização. Já me dissociei de muitas das minhas existências, mas ainda carrego uma delas que é indomável. Talvez por ter sido aquela na qual me recusei arrancar os cabelos: estava preocupada em ser feliz primeiro para pensar nos danos depois.
Deu no que deu.
A única maneira de apartá-la seria deixando meu cérebro em banho-maria enquanto uso minha alma do avesso, com as dores apontando para o lado de fora.
Lola.
Paraguas
Peguei uma chuva pesada voltando do trabalho hoje. Como sempre, esqueci meu guarda-chuva em algum lugar. Não consigo não perdê-los, por isso sou obrigada a comprar aqueles de 5 reais que os camelôs vendem; com estampas super cafonas. Atravessei a rua do Catete correndo, mas de que adianta? Andar mais depressa não vai fazer a chuva passar. Deixei o vento e a água bagunçarem meu cabelo. Do meu lado, caminhava uma senhora muito simpática, que percebeu que eu havia desistido de lutar contra a chuva. Ela disse "é minha querida, pra que guarda-chuva? Quem
vai pra casa nunca se molha!".
Gostei da máxima. Muito mais otimista do que "tá na chuva é pra se molhar".
Lola.
vai pra casa nunca se molha!".
Gostei da máxima. Muito mais otimista do que "tá na chuva é pra se molhar".
Lola.
domingo, 23 de setembro de 2007
ANSIOUX
Eu poderia fatiar a minha ansiedade e servir num prato de bolo.
Sempre fui assim, meio pessimista. Sempre achei que coisas boas não aconteceriam comigo, e se acontecessem, não durariam muito. De fato, minha infância foi um inferno, adolescência pior ainda. Minha mãe era um desastre. Caos total, na vida dela e na minha. Dizem que você não deve se apegar ao passado, que ele deve ficar pra trás, que a vida segue e é “bola pra frente”! O bastardo que disse isso não teve uma mãe como a minha. Porra, passei anos sentindo as garras dela fincadas em mim, como se o fato de ser sua filha, por si só, já trouxesse uma maldição que eu carregaria desde o nascimento até a morte. Anos e anos de abuso emocional não passam de uma hora pra outra, nem em algumas sessões de análise. É preciso coragem pra encarar seu demônio particular. E eu, tive muitos.
Graças a minha mãe não consigo ter nenhum relacionamento normal, simplesmente normal, sublimemente ordinário, no que a palavra tem de mais puro no seu significado. Meu namoros são urgentes, melodramáticos e intensos. Carentes, grudentos e dependentes. Preciso do outro, senão não respiro. A ausência me dá falta de ar!
Eu tive esse relacionamento que eu achei que fosse ser para sempre. Não como nos contos de fadas, felizes, mas entre ajustes e desavenças, para sempre. O importante era ser “para sempre”, e anexado toda a segurança e proteção que a eternidade traz. Talvez eu seja “old school”. Talvez só maluca mesmo.
Lux
Sempre fui assim, meio pessimista. Sempre achei que coisas boas não aconteceriam comigo, e se acontecessem, não durariam muito. De fato, minha infância foi um inferno, adolescência pior ainda. Minha mãe era um desastre. Caos total, na vida dela e na minha. Dizem que você não deve se apegar ao passado, que ele deve ficar pra trás, que a vida segue e é “bola pra frente”! O bastardo que disse isso não teve uma mãe como a minha. Porra, passei anos sentindo as garras dela fincadas em mim, como se o fato de ser sua filha, por si só, já trouxesse uma maldição que eu carregaria desde o nascimento até a morte. Anos e anos de abuso emocional não passam de uma hora pra outra, nem em algumas sessões de análise. É preciso coragem pra encarar seu demônio particular. E eu, tive muitos.
Graças a minha mãe não consigo ter nenhum relacionamento normal, simplesmente normal, sublimemente ordinário, no que a palavra tem de mais puro no seu significado. Meu namoros são urgentes, melodramáticos e intensos. Carentes, grudentos e dependentes. Preciso do outro, senão não respiro. A ausência me dá falta de ar!
Eu tive esse relacionamento que eu achei que fosse ser para sempre. Não como nos contos de fadas, felizes, mas entre ajustes e desavenças, para sempre. O importante era ser “para sempre”, e anexado toda a segurança e proteção que a eternidade traz. Talvez eu seja “old school”. Talvez só maluca mesmo.
Lux
muitas de mim...
Ele deixou uma música aqui e agora não paro de lembrar ...
Pode ser que ele esteja sentindo o mesmo que eu? Pode ser possível que ele esteja ouvindo a mesma música que eu agora? O quanto de reciprocidade existe nesse mundo?
Eu não sei como me comportar, eu não sei o que falar,eu não sei o que fazer, eu não sei o que ainda resta dentro de mim desta outra história. Eu tenho vontade de ligar mas acho que não devo. Eu sinto saudade mas não sei de que, ou de quem. Eu queria começar uma outra historia mas ainda tenho uma casa pra desmontar e móveis para trazer. Tenho que cuidar dos gatos e me livrar de velhas lembranças. Destruindo o lugar que eu costumava sonhar.
Ontem fizemos planos, uma amiga e eu. Planos de diversão, planos de viagens, sem arreios, sem esteios, sem muletas, sem proteção.
Penso naquela estranha maneira de falar. Sinto calafrios. Ainda tenho muitas lembranças e isso é terrível.
Pra onde eu vou? Parece que todos estão se encontrando em volta de mim. Uns aos outros.
Lux
Pode ser que ele esteja sentindo o mesmo que eu? Pode ser possível que ele esteja ouvindo a mesma música que eu agora? O quanto de reciprocidade existe nesse mundo?
Eu não sei como me comportar, eu não sei o que falar,eu não sei o que fazer, eu não sei o que ainda resta dentro de mim desta outra história. Eu tenho vontade de ligar mas acho que não devo. Eu sinto saudade mas não sei de que, ou de quem. Eu queria começar uma outra historia mas ainda tenho uma casa pra desmontar e móveis para trazer. Tenho que cuidar dos gatos e me livrar de velhas lembranças. Destruindo o lugar que eu costumava sonhar.
Ontem fizemos planos, uma amiga e eu. Planos de diversão, planos de viagens, sem arreios, sem esteios, sem muletas, sem proteção.
Penso naquela estranha maneira de falar. Sinto calafrios. Ainda tenho muitas lembranças e isso é terrível.
Pra onde eu vou? Parece que todos estão se encontrando em volta de mim. Uns aos outros.
Lux
sábado, 22 de setembro de 2007
E assim foi a noite
Ao longo da vida a gente vai tropeçando por certos tipos de personagem que só vê quem se esforça pra enxergar um pouquinho além do óbvio. Analisar demais os outros faz a gente perder um puta tempo, né... mas praticidade nunca foi o meu forte mesmo . Andei pensando sobre um tipo específico depois de observar uma pessoa específica, que no momento não vale a pena ser citada. Vamos generalizar, então. Tenho algumas
dúvidas sobre as pessoas visivelmente benevolentes. Juro que não é implicância. O negócio é o seguinte: se você realmente se importa com o bem dos seus queridos, vai atuar de forma discreta e efetiva, certo? Sendo um ombro amigo, dando apoio e aceitando mais do que compreendendo. Sem cobranças. Pessoas visivelmente benevolentes tendem a ser ofensivamente condescendentes. Se interessam até demais pelos SEUS problemas porque precisam se sentir superiores. A maioria esmagadora desses tipos se alimenta de tensão sexual, portanto, se tiver com algum problema no seu relacionamento amoroso, tenha cautela na escolha do confidente. Esse tipo de relação que deixa implícito que um é o sábio da montanha e o outro é o tolo tende a ser extremamente vampírica e destrutiva.
Medo de gente atenciosa demais não é neurose nenhuma. Se você procurar "condescendente" no dicionário,vai esbarrar na palavra "complacente", e se tiver um pouco mais de paciência e pesquisar o significado de "complacente", vai dar de cara com quem? "Benevolente"! Existe uma linha tênue entre tudo de bom e de ruim, por isso a falta de praticidade, as análises e as desconfianças são tão importantes. Não sei como tem gente que vive sem elas.
Toda essa teia de raciocínio surgiu enquanto eu segurava um drink no canto da boate, olhando aquela gente toda "condescendendo" com uma trilha sonora ruim. Fica difícil curtir uma balada que parou no tempo (pra ser mais exata, em 2003). Pra mim isso é tudo culpa de quem achava onda ser emo há 4 anos atrás e resolveu virar indie agora. Infelizmente, se os meus cálculos estiverem corretos, a galera que acha bonito ser emo hoje em dia vai curtir tudo o que os atuais indies/ex-emos curtem hoje. Ou seja, a vida noturna underground vai parar no tempo pra sempre.
E assim foi a noite... (cheia de péssimos prospectos).
Lola.
dúvidas sobre as pessoas visivelmente benevolentes. Juro que não é implicância. O negócio é o seguinte: se você realmente se importa com o bem dos seus queridos, vai atuar de forma discreta e efetiva, certo? Sendo um ombro amigo, dando apoio e aceitando mais do que compreendendo. Sem cobranças. Pessoas visivelmente benevolentes tendem a ser ofensivamente condescendentes. Se interessam até demais pelos SEUS problemas porque precisam se sentir superiores. A maioria esmagadora desses tipos se alimenta de tensão sexual, portanto, se tiver com algum problema no seu relacionamento amoroso, tenha cautela na escolha do confidente. Esse tipo de relação que deixa implícito que um é o sábio da montanha e o outro é o tolo tende a ser extremamente vampírica e destrutiva.
Medo de gente atenciosa demais não é neurose nenhuma. Se você procurar "condescendente" no dicionário,vai esbarrar na palavra "complacente", e se tiver um pouco mais de paciência e pesquisar o significado de "complacente", vai dar de cara com quem? "Benevolente"! Existe uma linha tênue entre tudo de bom e de ruim, por isso a falta de praticidade, as análises e as desconfianças são tão importantes. Não sei como tem gente que vive sem elas.
Toda essa teia de raciocínio surgiu enquanto eu segurava um drink no canto da boate, olhando aquela gente toda "condescendendo" com uma trilha sonora ruim. Fica difícil curtir uma balada que parou no tempo (pra ser mais exata, em 2003). Pra mim isso é tudo culpa de quem achava onda ser emo há 4 anos atrás e resolveu virar indie agora. Infelizmente, se os meus cálculos estiverem corretos, a galera que acha bonito ser emo hoje em dia vai curtir tudo o que os atuais indies/ex-emos curtem hoje. Ou seja, a vida noturna underground vai parar no tempo pra sempre.
E assim foi a noite... (cheia de péssimos prospectos).
Lola.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
CRUZADA PARTICULAR CONTRA O TABACO
Trabalho num escritório fechado. Ok, tem janelas grandes, quando a porta está aberta até que circula um ventinho, mas é um escritório. Fechado, é redundância.Talvez porque o ato de fumar um cigarro seja um tanto onanista, sim, porque é um “prazer” só seu e ninguém pode fazer por você, os fumantes pensem que não incomodam ninguém quando acendem seu tubinho com algo em torno de quatro mil substâncias prejudiciais a saúde. O tabaco, na verdade, é mero figurante nesse coquetel de veneno. Acho que se jogássemos uma quantidade expressiva de cigarro na cabeça dos americanos nem precisaríamos mais dos talibãs. Nova York e o resto explodiriam num efeito Nagasaki e todos os habitantes morreriam afogados na própria bosta! Bem, pelo menos estaríamos livres deles. Sonhos a parte, vou continuar.O mais impressionante nos fumantes é que eles simplesmente se acham acima do bem e do mal quando portam seu cetro da Souza Cruz. Aqui onde eu trabalho, um escritório, parece que ficam imbuídos de um poder superior mais superior ainda: quando reclamo, eles me olham com aquele fuzilante olhar de desprezo, como se fosse EU que estivesse incomodando! E ainda destilam a frase: “Mas como você é chata!!!” Fumantes, quando em bando, se sentem bem mais confiantes, parecido com as hienas.
Nada de educadamente se retirar ao ar livre, nada de perguntar se alguém se importa, nada de se desculpar, nada de simancól mesmo, sabe? Eu não quero inspirar veneno, não quero voltar pra casa com as minhas roupas e com meu cabelo fedendo a cigarro ( que aliás consome uma fábula!Alguém aí sabe quanto custa um xampú da Kerastase?!) Quero ficar cheirosinha. Quero ter o direito de não ter que inalar essa fumaça nojenta. Quero que alguém se importe que NÃO FUI EU QUE ESCOLHI FUMAR, CARAMBA!!!
Por isso e por toda a tortura letal que os fumantes cruelmente imbuem a nós, humanos livres deste tipo de vício, proponho nos unirmos e travarmos uma cruzada contra eles. Será uma batalha difícil, terrível mesmo, eu diria, precisaremos ter paciência e perseverança, mas galgaremos a trilha da vitória passo a passo, dia após dia, fazendo um protesto pacífico e livre de violência: vamos propor aos nossos chefes instalar um quartinho onde eles possam fumar livremente, juntos, felizes, trancados todos ao mesmo tempo, inspirando e expirando seu próprio ar, sua própria fumaça.Será algo como uma câmara de gás, sem dutos de ar, é claro, porque se tivesse alguma possibilidade de entrar ar fresco nesse quartinho não teria graça nenhuma!
Que fique claro, quando eles não estão fedendo e quando não exalam aquele hálito podre, eu nem odeio os fumantes, apenas o cigarro.
Lux
Nada de educadamente se retirar ao ar livre, nada de perguntar se alguém se importa, nada de se desculpar, nada de simancól mesmo, sabe? Eu não quero inspirar veneno, não quero voltar pra casa com as minhas roupas e com meu cabelo fedendo a cigarro ( que aliás consome uma fábula!Alguém aí sabe quanto custa um xampú da Kerastase?!) Quero ficar cheirosinha. Quero ter o direito de não ter que inalar essa fumaça nojenta. Quero que alguém se importe que NÃO FUI EU QUE ESCOLHI FUMAR, CARAMBA!!!
Por isso e por toda a tortura letal que os fumantes cruelmente imbuem a nós, humanos livres deste tipo de vício, proponho nos unirmos e travarmos uma cruzada contra eles. Será uma batalha difícil, terrível mesmo, eu diria, precisaremos ter paciência e perseverança, mas galgaremos a trilha da vitória passo a passo, dia após dia, fazendo um protesto pacífico e livre de violência: vamos propor aos nossos chefes instalar um quartinho onde eles possam fumar livremente, juntos, felizes, trancados todos ao mesmo tempo, inspirando e expirando seu próprio ar, sua própria fumaça.Será algo como uma câmara de gás, sem dutos de ar, é claro, porque se tivesse alguma possibilidade de entrar ar fresco nesse quartinho não teria graça nenhuma!
Que fique claro, quando eles não estão fedendo e quando não exalam aquele hálito podre, eu nem odeio os fumantes, apenas o cigarro.
Lux
Um convite e o não saber o que fazer
Ontem ele me convidou para viajar. Falou em Nova Iorque como quem fala de um fim de semana em Itaipava. Convite feito sem o menor sinal de constrangimento financeiro. Uns contam moedas. Outros fazem convites transoceânicos. Cara, pra que ele foi me fazer esse co0nvite? Fui dormir com dor de cabeça. Merda.
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