- Posso dar uma volta de bicicleta pela sua mente?
-Pode. Mas não perde o freio, heim.
Lux
domingo, 30 de setembro de 2007
Perspectiva
Parar pra perceber as pessoas que entram e saem da nossa convivência é renovador e estranho ao mesmo tempo. Primeiro porque a nossa vida não comporta tanta gente né, convenhamos, ninguém teria onipresença suficiente para se dedicar aos amigões que fez desde a infância. E segundo, porque algumas figuras deixam um vazio mesmo, que não pode ser preenchido porque duh, não existem duas pessoas iguais no mundo. É estranho ter que perder gente que faz diferença, porque o lugarzinho delas dentro das lembranças fica ali, vago, e a gente aprende a conviver com a falta delas. É estranhíssimo... notar que você já está acostumado, já passou, agora tudo está bem. Prefiro nem pensar.
Ando saudosa das pessoas que fizeram parte do meu crescimento, mas sinceramente, não queria voltar no tempo não. A adolescência é um disparate, dou graças à Deus por não ter que passar por aquilo tudo de novo.
Lola
Ando saudosa das pessoas que fizeram parte do meu crescimento, mas sinceramente, não queria voltar no tempo não. A adolescência é um disparate, dou graças à Deus por não ter que passar por aquilo tudo de novo.
Lola
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Juliette Lewis
Tava no cabeleireiro. Ou melhor, hairdesigner como a Bicha gosta de ser chamada. Bem na hora que a mocinha de mãos macias lavava meus cabelos com aquela água quentinha e gostosa toca o celular. - " Oi. Tô te ligando pelo seguinte. Adivinha quem vai passar o som depois da gente?"- hummm... deus? - " Não. A Juliette Lewis!" - imediatamente despertei do meu torpor. Porra, essa é a oportunidade única de foder a Juliette por tabela!
-Escuta aqui, vc tem que seduzir ela, vc me deve isso, hein!! Leva ela pro banheiro, faz ela pagar um boquete e depois me liga. E quando voltar de SP vem imediatamente pra minha casa! - "Tá bom" - ele disse. Eu encorajei - Acredito no seu potencial. Vai com tudo!
Não consegui mais relaxar nas mãos da mocinha especialmente treinada pra massagear cabeças que podem pagar 300 reais por um corte de cabelo. Não que eu possa, nem de longe, mas dei a sorte de ter namorado o irmão da Bicha. Todo mundo sabe que uma mulher não é completa se não tiver uma amiga puta e um melhor amigo viado, né Biii? Dei um salto e sentei na cadeira pra finalmente cortar o que eu tinha ido cortar. Se não odiasse cigarro teria acendido um. A hora era propícia. Puro luxo. Pra não atrapalhar o glamour do momento pedi um capuccino.
- Cuidado Bicha, olha a minha orelha! Não gostei daquela franja da última vez! E nem pensa em cortar meu cabelo chanel! - Muitas exclamações e um olhar de interrogação no rosto do meu amigo necessário. O momento era tenso.
Finalmente escuto um bip. Na tela do celula sinal de mensagem. Aperto o botão ansiosamente.
- "Missão cumprida."- Aaaaaaaaaaaaa, quase grito de felicidade! Não podia ter recebido notícia melhor. VOU FODER A JULIETTE LEWIS!!! Em estado de êxtase vou andando pra Lagoa. Espero o 157 amigo, ipod devidamente conectado no Licks e óculos escuros postos. Me sinto sublime. Quase acho que amo ele, sim, amo, amo, amo. Não resisto e ligo. - Sabia que podia contar com vc. Como foi, quero saber tu-do! - "Como foi o que, tá louca?" - Porra, como assim, como foi o que? Vc não levou a Juliette pro banheiro?? - "Eu?! Olha, a Juliette tá cagando pra mim. Mas tirei uma foto com ela, vou levar pra vc."
pausa dramática...
- Vc tá de sacanagem comigo, né??? Vc só pode estar de sacanagem comigo!!! - "Cara, porque vc tá tão histérica? Fica tranks, finalmente cortei o cabelo. Vc não vivia pedindo?"
outra pausa dramática...
não quero mais nada com meninos do rock. Traz um advogado, por favor.
Lux
-Escuta aqui, vc tem que seduzir ela, vc me deve isso, hein!! Leva ela pro banheiro, faz ela pagar um boquete e depois me liga. E quando voltar de SP vem imediatamente pra minha casa! - "Tá bom" - ele disse. Eu encorajei - Acredito no seu potencial. Vai com tudo!
Não consegui mais relaxar nas mãos da mocinha especialmente treinada pra massagear cabeças que podem pagar 300 reais por um corte de cabelo. Não que eu possa, nem de longe, mas dei a sorte de ter namorado o irmão da Bicha. Todo mundo sabe que uma mulher não é completa se não tiver uma amiga puta e um melhor amigo viado, né Biii? Dei um salto e sentei na cadeira pra finalmente cortar o que eu tinha ido cortar. Se não odiasse cigarro teria acendido um. A hora era propícia. Puro luxo. Pra não atrapalhar o glamour do momento pedi um capuccino.
- Cuidado Bicha, olha a minha orelha! Não gostei daquela franja da última vez! E nem pensa em cortar meu cabelo chanel! - Muitas exclamações e um olhar de interrogação no rosto do meu amigo necessário. O momento era tenso.
Finalmente escuto um bip. Na tela do celula sinal de mensagem. Aperto o botão ansiosamente.
- "Missão cumprida."- Aaaaaaaaaaaaa, quase grito de felicidade! Não podia ter recebido notícia melhor. VOU FODER A JULIETTE LEWIS!!! Em estado de êxtase vou andando pra Lagoa. Espero o 157 amigo, ipod devidamente conectado no Licks e óculos escuros postos. Me sinto sublime. Quase acho que amo ele, sim, amo, amo, amo. Não resisto e ligo. - Sabia que podia contar com vc. Como foi, quero saber tu-do! - "Como foi o que, tá louca?" - Porra, como assim, como foi o que? Vc não levou a Juliette pro banheiro?? - "Eu?! Olha, a Juliette tá cagando pra mim. Mas tirei uma foto com ela, vou levar pra vc."
pausa dramática...
- Vc tá de sacanagem comigo, né??? Vc só pode estar de sacanagem comigo!!! - "Cara, porque vc tá tão histérica? Fica tranks, finalmente cortei o cabelo. Vc não vivia pedindo?"
outra pausa dramática...
não quero mais nada com meninos do rock. Traz um advogado, por favor.
Lux
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
GASTRITE
Pode parecer que não, mas tenho tempo demais para lidar com os meus vazios. Por mais que a vida de cidade grande seja corrida, nos espaços entre um afazer e outro existe o meu cérebro tentando descansar. Como o descanso nunca acontece, roda o medo do vazio lá dentro. E cinco minutos de vazio dentro da minha cabeça duram uma eternidade, mais do que um dia sideral em Saturno. As garotas hoje vivem a vida com muito mais pressa, e eu não fico de fora. A minha lacuna é preenchida com qualquer coisa, conteúdo útil e inútil, fumaça e cafeína, pensamentos bons e ruins. No meio dessa zona toda, ainda sobra lugar pros fantasmas que ainda não se foram. Esses são os que doem. Porque como toda boa garota que vive com pressa, eu quero que eles encontrem o seu rumo JÁ. Por isso gosto tanto quando as pessoas falam "um dia você ainda vai rir disso". Fico esperando ansiosa, porque eu sei que isso acontece. A gente grita dentro do travesseiro e acende mil cigarros pra depois superar.
O problema é que desta vez, em especial, a bagunça anda durando tempo demais. Aí o imediatismo fala mais alto, causando mais desorganização. Já me dissociei de muitas das minhas existências, mas ainda carrego uma delas que é indomável. Talvez por ter sido aquela na qual me recusei arrancar os cabelos: estava preocupada em ser feliz primeiro para pensar nos danos depois.
Deu no que deu.
A única maneira de apartá-la seria deixando meu cérebro em banho-maria enquanto uso minha alma do avesso, com as dores apontando para o lado de fora.
Lola.
O problema é que desta vez, em especial, a bagunça anda durando tempo demais. Aí o imediatismo fala mais alto, causando mais desorganização. Já me dissociei de muitas das minhas existências, mas ainda carrego uma delas que é indomável. Talvez por ter sido aquela na qual me recusei arrancar os cabelos: estava preocupada em ser feliz primeiro para pensar nos danos depois.
Deu no que deu.
A única maneira de apartá-la seria deixando meu cérebro em banho-maria enquanto uso minha alma do avesso, com as dores apontando para o lado de fora.
Lola.
Paraguas
Peguei uma chuva pesada voltando do trabalho hoje. Como sempre, esqueci meu guarda-chuva em algum lugar. Não consigo não perdê-los, por isso sou obrigada a comprar aqueles de 5 reais que os camelôs vendem; com estampas super cafonas. Atravessei a rua do Catete correndo, mas de que adianta? Andar mais depressa não vai fazer a chuva passar. Deixei o vento e a água bagunçarem meu cabelo. Do meu lado, caminhava uma senhora muito simpática, que percebeu que eu havia desistido de lutar contra a chuva. Ela disse "é minha querida, pra que guarda-chuva? Quem
vai pra casa nunca se molha!".
Gostei da máxima. Muito mais otimista do que "tá na chuva é pra se molhar".
Lola.
vai pra casa nunca se molha!".
Gostei da máxima. Muito mais otimista do que "tá na chuva é pra se molhar".
Lola.
domingo, 23 de setembro de 2007
ANSIOUX
Eu poderia fatiar a minha ansiedade e servir num prato de bolo.
Sempre fui assim, meio pessimista. Sempre achei que coisas boas não aconteceriam comigo, e se acontecessem, não durariam muito. De fato, minha infância foi um inferno, adolescência pior ainda. Minha mãe era um desastre. Caos total, na vida dela e na minha. Dizem que você não deve se apegar ao passado, que ele deve ficar pra trás, que a vida segue e é “bola pra frente”! O bastardo que disse isso não teve uma mãe como a minha. Porra, passei anos sentindo as garras dela fincadas em mim, como se o fato de ser sua filha, por si só, já trouxesse uma maldição que eu carregaria desde o nascimento até a morte. Anos e anos de abuso emocional não passam de uma hora pra outra, nem em algumas sessões de análise. É preciso coragem pra encarar seu demônio particular. E eu, tive muitos.
Graças a minha mãe não consigo ter nenhum relacionamento normal, simplesmente normal, sublimemente ordinário, no que a palavra tem de mais puro no seu significado. Meu namoros são urgentes, melodramáticos e intensos. Carentes, grudentos e dependentes. Preciso do outro, senão não respiro. A ausência me dá falta de ar!
Eu tive esse relacionamento que eu achei que fosse ser para sempre. Não como nos contos de fadas, felizes, mas entre ajustes e desavenças, para sempre. O importante era ser “para sempre”, e anexado toda a segurança e proteção que a eternidade traz. Talvez eu seja “old school”. Talvez só maluca mesmo.
Lux
Sempre fui assim, meio pessimista. Sempre achei que coisas boas não aconteceriam comigo, e se acontecessem, não durariam muito. De fato, minha infância foi um inferno, adolescência pior ainda. Minha mãe era um desastre. Caos total, na vida dela e na minha. Dizem que você não deve se apegar ao passado, que ele deve ficar pra trás, que a vida segue e é “bola pra frente”! O bastardo que disse isso não teve uma mãe como a minha. Porra, passei anos sentindo as garras dela fincadas em mim, como se o fato de ser sua filha, por si só, já trouxesse uma maldição que eu carregaria desde o nascimento até a morte. Anos e anos de abuso emocional não passam de uma hora pra outra, nem em algumas sessões de análise. É preciso coragem pra encarar seu demônio particular. E eu, tive muitos.
Graças a minha mãe não consigo ter nenhum relacionamento normal, simplesmente normal, sublimemente ordinário, no que a palavra tem de mais puro no seu significado. Meu namoros são urgentes, melodramáticos e intensos. Carentes, grudentos e dependentes. Preciso do outro, senão não respiro. A ausência me dá falta de ar!
Eu tive esse relacionamento que eu achei que fosse ser para sempre. Não como nos contos de fadas, felizes, mas entre ajustes e desavenças, para sempre. O importante era ser “para sempre”, e anexado toda a segurança e proteção que a eternidade traz. Talvez eu seja “old school”. Talvez só maluca mesmo.
Lux
muitas de mim...
Ele deixou uma música aqui e agora não paro de lembrar ...
Pode ser que ele esteja sentindo o mesmo que eu? Pode ser possível que ele esteja ouvindo a mesma música que eu agora? O quanto de reciprocidade existe nesse mundo?
Eu não sei como me comportar, eu não sei o que falar,eu não sei o que fazer, eu não sei o que ainda resta dentro de mim desta outra história. Eu tenho vontade de ligar mas acho que não devo. Eu sinto saudade mas não sei de que, ou de quem. Eu queria começar uma outra historia mas ainda tenho uma casa pra desmontar e móveis para trazer. Tenho que cuidar dos gatos e me livrar de velhas lembranças. Destruindo o lugar que eu costumava sonhar.
Ontem fizemos planos, uma amiga e eu. Planos de diversão, planos de viagens, sem arreios, sem esteios, sem muletas, sem proteção.
Penso naquela estranha maneira de falar. Sinto calafrios. Ainda tenho muitas lembranças e isso é terrível.
Pra onde eu vou? Parece que todos estão se encontrando em volta de mim. Uns aos outros.
Lux
Pode ser que ele esteja sentindo o mesmo que eu? Pode ser possível que ele esteja ouvindo a mesma música que eu agora? O quanto de reciprocidade existe nesse mundo?
Eu não sei como me comportar, eu não sei o que falar,eu não sei o que fazer, eu não sei o que ainda resta dentro de mim desta outra história. Eu tenho vontade de ligar mas acho que não devo. Eu sinto saudade mas não sei de que, ou de quem. Eu queria começar uma outra historia mas ainda tenho uma casa pra desmontar e móveis para trazer. Tenho que cuidar dos gatos e me livrar de velhas lembranças. Destruindo o lugar que eu costumava sonhar.
Ontem fizemos planos, uma amiga e eu. Planos de diversão, planos de viagens, sem arreios, sem esteios, sem muletas, sem proteção.
Penso naquela estranha maneira de falar. Sinto calafrios. Ainda tenho muitas lembranças e isso é terrível.
Pra onde eu vou? Parece que todos estão se encontrando em volta de mim. Uns aos outros.
Lux
sábado, 22 de setembro de 2007
E assim foi a noite
Ao longo da vida a gente vai tropeçando por certos tipos de personagem que só vê quem se esforça pra enxergar um pouquinho além do óbvio. Analisar demais os outros faz a gente perder um puta tempo, né... mas praticidade nunca foi o meu forte mesmo . Andei pensando sobre um tipo específico depois de observar uma pessoa específica, que no momento não vale a pena ser citada. Vamos generalizar, então. Tenho algumas
dúvidas sobre as pessoas visivelmente benevolentes. Juro que não é implicância. O negócio é o seguinte: se você realmente se importa com o bem dos seus queridos, vai atuar de forma discreta e efetiva, certo? Sendo um ombro amigo, dando apoio e aceitando mais do que compreendendo. Sem cobranças. Pessoas visivelmente benevolentes tendem a ser ofensivamente condescendentes. Se interessam até demais pelos SEUS problemas porque precisam se sentir superiores. A maioria esmagadora desses tipos se alimenta de tensão sexual, portanto, se tiver com algum problema no seu relacionamento amoroso, tenha cautela na escolha do confidente. Esse tipo de relação que deixa implícito que um é o sábio da montanha e o outro é o tolo tende a ser extremamente vampírica e destrutiva.
Medo de gente atenciosa demais não é neurose nenhuma. Se você procurar "condescendente" no dicionário,vai esbarrar na palavra "complacente", e se tiver um pouco mais de paciência e pesquisar o significado de "complacente", vai dar de cara com quem? "Benevolente"! Existe uma linha tênue entre tudo de bom e de ruim, por isso a falta de praticidade, as análises e as desconfianças são tão importantes. Não sei como tem gente que vive sem elas.
Toda essa teia de raciocínio surgiu enquanto eu segurava um drink no canto da boate, olhando aquela gente toda "condescendendo" com uma trilha sonora ruim. Fica difícil curtir uma balada que parou no tempo (pra ser mais exata, em 2003). Pra mim isso é tudo culpa de quem achava onda ser emo há 4 anos atrás e resolveu virar indie agora. Infelizmente, se os meus cálculos estiverem corretos, a galera que acha bonito ser emo hoje em dia vai curtir tudo o que os atuais indies/ex-emos curtem hoje. Ou seja, a vida noturna underground vai parar no tempo pra sempre.
E assim foi a noite... (cheia de péssimos prospectos).
Lola.
dúvidas sobre as pessoas visivelmente benevolentes. Juro que não é implicância. O negócio é o seguinte: se você realmente se importa com o bem dos seus queridos, vai atuar de forma discreta e efetiva, certo? Sendo um ombro amigo, dando apoio e aceitando mais do que compreendendo. Sem cobranças. Pessoas visivelmente benevolentes tendem a ser ofensivamente condescendentes. Se interessam até demais pelos SEUS problemas porque precisam se sentir superiores. A maioria esmagadora desses tipos se alimenta de tensão sexual, portanto, se tiver com algum problema no seu relacionamento amoroso, tenha cautela na escolha do confidente. Esse tipo de relação que deixa implícito que um é o sábio da montanha e o outro é o tolo tende a ser extremamente vampírica e destrutiva.
Medo de gente atenciosa demais não é neurose nenhuma. Se você procurar "condescendente" no dicionário,vai esbarrar na palavra "complacente", e se tiver um pouco mais de paciência e pesquisar o significado de "complacente", vai dar de cara com quem? "Benevolente"! Existe uma linha tênue entre tudo de bom e de ruim, por isso a falta de praticidade, as análises e as desconfianças são tão importantes. Não sei como tem gente que vive sem elas.
Toda essa teia de raciocínio surgiu enquanto eu segurava um drink no canto da boate, olhando aquela gente toda "condescendendo" com uma trilha sonora ruim. Fica difícil curtir uma balada que parou no tempo (pra ser mais exata, em 2003). Pra mim isso é tudo culpa de quem achava onda ser emo há 4 anos atrás e resolveu virar indie agora. Infelizmente, se os meus cálculos estiverem corretos, a galera que acha bonito ser emo hoje em dia vai curtir tudo o que os atuais indies/ex-emos curtem hoje. Ou seja, a vida noturna underground vai parar no tempo pra sempre.
E assim foi a noite... (cheia de péssimos prospectos).
Lola.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
CRUZADA PARTICULAR CONTRA O TABACO
Trabalho num escritório fechado. Ok, tem janelas grandes, quando a porta está aberta até que circula um ventinho, mas é um escritório. Fechado, é redundância.Talvez porque o ato de fumar um cigarro seja um tanto onanista, sim, porque é um “prazer” só seu e ninguém pode fazer por você, os fumantes pensem que não incomodam ninguém quando acendem seu tubinho com algo em torno de quatro mil substâncias prejudiciais a saúde. O tabaco, na verdade, é mero figurante nesse coquetel de veneno. Acho que se jogássemos uma quantidade expressiva de cigarro na cabeça dos americanos nem precisaríamos mais dos talibãs. Nova York e o resto explodiriam num efeito Nagasaki e todos os habitantes morreriam afogados na própria bosta! Bem, pelo menos estaríamos livres deles. Sonhos a parte, vou continuar.O mais impressionante nos fumantes é que eles simplesmente se acham acima do bem e do mal quando portam seu cetro da Souza Cruz. Aqui onde eu trabalho, um escritório, parece que ficam imbuídos de um poder superior mais superior ainda: quando reclamo, eles me olham com aquele fuzilante olhar de desprezo, como se fosse EU que estivesse incomodando! E ainda destilam a frase: “Mas como você é chata!!!” Fumantes, quando em bando, se sentem bem mais confiantes, parecido com as hienas.
Nada de educadamente se retirar ao ar livre, nada de perguntar se alguém se importa, nada de se desculpar, nada de simancól mesmo, sabe? Eu não quero inspirar veneno, não quero voltar pra casa com as minhas roupas e com meu cabelo fedendo a cigarro ( que aliás consome uma fábula!Alguém aí sabe quanto custa um xampú da Kerastase?!) Quero ficar cheirosinha. Quero ter o direito de não ter que inalar essa fumaça nojenta. Quero que alguém se importe que NÃO FUI EU QUE ESCOLHI FUMAR, CARAMBA!!!
Por isso e por toda a tortura letal que os fumantes cruelmente imbuem a nós, humanos livres deste tipo de vício, proponho nos unirmos e travarmos uma cruzada contra eles. Será uma batalha difícil, terrível mesmo, eu diria, precisaremos ter paciência e perseverança, mas galgaremos a trilha da vitória passo a passo, dia após dia, fazendo um protesto pacífico e livre de violência: vamos propor aos nossos chefes instalar um quartinho onde eles possam fumar livremente, juntos, felizes, trancados todos ao mesmo tempo, inspirando e expirando seu próprio ar, sua própria fumaça.Será algo como uma câmara de gás, sem dutos de ar, é claro, porque se tivesse alguma possibilidade de entrar ar fresco nesse quartinho não teria graça nenhuma!
Que fique claro, quando eles não estão fedendo e quando não exalam aquele hálito podre, eu nem odeio os fumantes, apenas o cigarro.
Lux
Nada de educadamente se retirar ao ar livre, nada de perguntar se alguém se importa, nada de se desculpar, nada de simancól mesmo, sabe? Eu não quero inspirar veneno, não quero voltar pra casa com as minhas roupas e com meu cabelo fedendo a cigarro ( que aliás consome uma fábula!Alguém aí sabe quanto custa um xampú da Kerastase?!) Quero ficar cheirosinha. Quero ter o direito de não ter que inalar essa fumaça nojenta. Quero que alguém se importe que NÃO FUI EU QUE ESCOLHI FUMAR, CARAMBA!!!
Por isso e por toda a tortura letal que os fumantes cruelmente imbuem a nós, humanos livres deste tipo de vício, proponho nos unirmos e travarmos uma cruzada contra eles. Será uma batalha difícil, terrível mesmo, eu diria, precisaremos ter paciência e perseverança, mas galgaremos a trilha da vitória passo a passo, dia após dia, fazendo um protesto pacífico e livre de violência: vamos propor aos nossos chefes instalar um quartinho onde eles possam fumar livremente, juntos, felizes, trancados todos ao mesmo tempo, inspirando e expirando seu próprio ar, sua própria fumaça.Será algo como uma câmara de gás, sem dutos de ar, é claro, porque se tivesse alguma possibilidade de entrar ar fresco nesse quartinho não teria graça nenhuma!
Que fique claro, quando eles não estão fedendo e quando não exalam aquele hálito podre, eu nem odeio os fumantes, apenas o cigarro.
Lux
Um convite e o não saber o que fazer
Ontem ele me convidou para viajar. Falou em Nova Iorque como quem fala de um fim de semana em Itaipava. Convite feito sem o menor sinal de constrangimento financeiro. Uns contam moedas. Outros fazem convites transoceânicos. Cara, pra que ele foi me fazer esse co0nvite? Fui dormir com dor de cabeça. Merda.
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