segunda-feira, 10 de março de 2008

estômago, me dá uma trégua!

São três e quinze, tento dormir, mas a fome não deixa. A cabeça gira; me concentro pra não perder nenhuma palavra e deixar de aprender a lição do dia. O aprendizado é doloroso, mas vale a pena. Alimento ainda não desce, entalou. A comida rola chiclete na boca. Minha vontade é cuspir. Como se já não bastassem todas as neuroses, ainda sou agraciada com uma porra de uma semi- anorexia indigesta. Valeu mãe!

Os vazios da alma, acompanhados de um vazio na barriga. Claro, tinha que ter algum mal físico. Imagina se iriam facilitar, se podem dificultar. Pra que não é mesmo?

Levanto. Decido que algo precisa entrar. A fome aperta, a sensação de tontura aumenta e com ela a falta de ar.

Segura a minha mão, só até eu acabar? Promete que não solta....

Que relação estranha cada um de nós tem com a comida. Uns comem brigadeiros pra se acalmar. Outros engordam pra se esconder do mundo dentro da capa de gordura. Outros resistem e se matam aos pouquinhos, passando dias e dias, morrendo de fome e sem conseguir comer.

Mas eu tenho esperança, e uma vontade obsessiva de ser alguém melhor. Eu sei que daqui a pouco vai passar. É só mais um pedaço de vida ruim, como muitos, que vão passar... eu sei que vão!

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