Trabalho num escritório fechado. Ok, tem janelas grandes, quando a porta está aberta até que circula um ventinho, mas é um escritório. Fechado, é redundância.Talvez porque o ato de fumar um cigarro seja um tanto onanista, sim, porque é um “prazer” só seu e ninguém pode fazer por você, os fumantes pensem que não incomodam ninguém quando acendem seu tubinho com algo em torno de quatro mil substâncias prejudiciais a saúde. O tabaco, na verdade, é mero figurante nesse coquetel de veneno. Acho que se jogássemos uma quantidade expressiva de cigarro na cabeça dos americanos nem precisaríamos mais dos talibãs. Nova York e o resto explodiriam num efeito Nagasaki e todos os habitantes morreriam afogados na própria bosta! Bem, pelo menos estaríamos livres deles. Sonhos a parte, vou continuar.O mais impressionante nos fumantes é que eles simplesmente se acham acima do bem e do mal quando portam seu cetro da Souza Cruz. Aqui onde eu trabalho, um escritório, parece que ficam imbuídos de um poder superior mais superior ainda: quando reclamo, eles me olham com aquele fuzilante olhar de desprezo, como se fosse EU que estivesse incomodando! E ainda destilam a frase: “Mas como você é chata!!!” Fumantes, quando em bando, se sentem bem mais confiantes, parecido com as hienas.
Nada de educadamente se retirar ao ar livre, nada de perguntar se alguém se importa, nada de se desculpar, nada de simancól mesmo, sabe? Eu não quero inspirar veneno, não quero voltar pra casa com as minhas roupas e com meu cabelo fedendo a cigarro ( que aliás consome uma fábula!Alguém aí sabe quanto custa um xampú da Kerastase?!) Quero ficar cheirosinha. Quero ter o direito de não ter que inalar essa fumaça nojenta. Quero que alguém se importe que NÃO FUI EU QUE ESCOLHI FUMAR, CARAMBA!!!
Por isso e por toda a tortura letal que os fumantes cruelmente imbuem a nós, humanos livres deste tipo de vício, proponho nos unirmos e travarmos uma cruzada contra eles. Será uma batalha difícil, terrível mesmo, eu diria, precisaremos ter paciência e perseverança, mas galgaremos a trilha da vitória passo a passo, dia após dia, fazendo um protesto pacífico e livre de violência: vamos propor aos nossos chefes instalar um quartinho onde eles possam fumar livremente, juntos, felizes, trancados todos ao mesmo tempo, inspirando e expirando seu próprio ar, sua própria fumaça.Será algo como uma câmara de gás, sem dutos de ar, é claro, porque se tivesse alguma possibilidade de entrar ar fresco nesse quartinho não teria graça nenhuma!
Que fique claro, quando eles não estão fedendo e quando não exalam aquele hálito podre, eu nem odeio os fumantes, apenas o cigarro.
Lux
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
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