Eu me espremo no canto da cama porque parece ser o único lugar seguro. E as luzes permanecem apagadas. O escuro protege. A realidade é tão dolorosas que meus demônios tem a forma de mãe. Tampo os ouvidos pra não ouvir o som que vem do outro quarto. Aquela que deveria cuidar, causa dor. A solidão talhada a faca por toda a alma. Aquela que deveria proteger, causa dor... Àlgumas pessoas simplesmente não deveria ser permitido criar vidas. A culpa não é dela, mas foi assim que acreditou por toda a vida. Agora as consequencias se fazem ver, e até os anjos cobram um preço. Muitas vezes se ouviu rezar baixinho, e da voz ainda fraca, se escutou um pedido de morte, não atendido.
Quanto sofrimento poderia ter sido evitado. A solidão é tão grande que um grande buraco dentro do coração não se preenche e a mínima ausência é logo compreendida como falta de amor. Quanto sofrimento seria evitado, se ela, que deveria proteger, não tivesse sido tão egoísta, tão inconsequente, tão predatória em seu amor. Amor sufocante, intenso, castrador, dolorido, humilhante. Amor que destrói. Ensina a criança que amor dói, e o adulto em que se transformou não aprendeu ainda a se livrar das amarras e procura sempre e em vão, dentro de um labirinto, a saída para as bobagens que aprendeu.
A ausência é a mesma coisa que falta do amor? Ou é ele, em sua mais pura materialização?
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
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