quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Baloons...

Me sinto completamente insana. Decisões que tomo e não se sustentam. Idéias que surgem e desaparecem, esqueço completamente. Minha cabeça voa. Acho que presto atenção para depois perguntar de novo. A cada dez minutos decido meu destino. Em nenhum deles tenho certeza do final. Estado de confusão mental indisciplinada. Seria tão mais fácil se decidissem por mim. Não sofro, não me sinto feliz, não quero nada muito, também não deixo de querer. Me sinto apaixonada com a vida para logo depois me achar uma infeliz. Diz uma amiga, psicóloga e astróloga, que é o meu inferno astral. Gente, graças a deus meu aniversário está perto!


Eu tenho esse relacionamento, que não ata nem desata, que fica lá a mercê da maré e dos nossos humores. Eu fico feliz, mas também fico infeliz. Me sinto apaixonada, como também me sinto despegada. Sinto raiva e sinto amor. Sinto amor e sinto indiferença. Sinto saudade e muitas vezes não sinto nada. Eu tenho esse relacionamento que está parado no meio do caminho. Que é só uma promessa, e como toda promessa não diz a que veio. Ele não cresce nem diminui. Não é maravilhoso e também não tortura o suficiente. Muitas vezes é divertido e acolhedor, mas qual amigo não é? Eu tenho esse relacionamento que ganhou um prazo. E o prazo é alguém que não conheço e está chegando, e aí sim, aí teremos uma resposta. Ou minha, ou dele. E saberemos pra onde vamos, e finalmente a estrada vai mostar seu caminho, ou seu fim.


Algum dia eu acreditei que pudesse dar certo, mas agora já não sei mais. Mas também não sei de nada nesse monento. O que eu sei, e disso tenho certeza, é que preciso do outro para me decidir. O que eu sei, é que preciso que o outro me mostre o quanto me quer, o quanto a minha presença faz diferença. O que eu sei, é que detesto ser qualquer uma, e detesto que se refiram à mim como "tanto faz". O que eu sei, e disso tenho certeza, é que eu poderia acreditar, e poderia amar, e poderia tentar, mas preciso de uma resposta, preciso da vontade do outro. Sozinha não tenho força pra conquistar.



Eu sou aquele tipo de mulher por quem os homens nunca se apaixonam. Eles respeitam, e admiram, e comigo assaltam um banco e fazem muitas loucuras. As vezes choramos baixinho, ou fazemos planos. Eu sou aquele tipo de mulher que está sempre ali, um porto seguro. Meio louco, meio indeciso, mas seguro.

Nenhum comentário: