
Quando era criança, a culpada pelas minhas dores era a minha mãe. Adolesente eram meus namorados, e na falta deles, minhas amigas. Mais adulta resolvi que todo o meu mundo pertenceria ao meu marido. Se ele ruisse, ruiria a casa,a família, meu castelo e minhas tranças de rapunzel. Agora que o príncipe virou sapo, procuro outros culpados pela minha solidão. Mas sozinha, pela primeira vez na vida, a quem vou culpar pelas tristeza que assolam a minha alma? Não existe compromisso, não existe comprometimento, sou uma bolha de ar solta ao vento. À quem vou transferir a responsabilidade pela minha ansieade e instabilidade? Quem agora vai poder transformar que eu sinto numa maravilhosa manhã de sol? Quem agora vai poder me colorir por dentro? Agora que não existe mais ninguém, eu descobri que de nada vale adiar, nem mentir. Essas dores são minhas e de mais ninguém. E deve haver algum jeito de fazê-las transformar em algo bom.
Abre as cortinas e deixa o sol entrar!
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